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Por: Psicóloga Karise Woiciechoski
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As causas emocionais do adoecimento físico

30/11/2017

Estudos na medicina e na psicologia são conclusivos ao apontar que “corpo” e “mente”  são indissociáveis, ou seja, o ser humano deve ser visto em sua totalidade já que o psíquico influencia o corporal e vice versa.

As doenças chamadas psicossomáticas envolvem a presença de sintomas físicos detectáveis em exames laboratoriais, contudo a origem está na estrutura cognitiva (pensamentos, esquemas disfuncionais). Geralmente a pessoa  desenvolve uma doença a qual já tinha pré-disposição, um exemplo disso é uma pessoa que convive diariamente em um ambiente muito tenso e estressante e com o decorrer do tempo torna-se hipertensa.

Já na somatização, a pessoa apresenta sintomas físicos mas não um quadro orgânico da doença, ou seja, os exames laboratoriais não detectam alterações. Um exemplo típico é o ataque de pânico, onde diante de um sinal de alerta o corpo desencadeia sintomas semelhantes a um ataque cardíaco (taquicardia, falta de ar, formigamento) e ao fazer exames cardiológicos, nenhuma alteração é constatada.

Algumas áreas são mais suscetíveis aos sintomas

As áreas mais vulneráveis são: pele (irritação, alergias, coceiras, manchas), intestino (diarréia), garganta (irritação, tosse, dificuldade, dor, inflamação) estômago (gastrite, azia, vômitos, enjôo, má digestão), sistema imunológico (gripe, herpes), cabeça (dores, enxaqueca). Além disso, estudos vêm indicando a presença de componentes psicológicos no desencadeamento de doenças mais graves como o câncer.

Mas por que algumas pessoas somatizam?

Algumas características de personalidade tornam os pacientes mais propensos ao desencadeamento de sintomas físicos, entre elas estão a dificuldade de expressar o sofrimento psíquico, seja em palavras ou atos, tendência à culpabilização e à passividade.  A origem também pode estar na história de vida, especialmente na infância, segundo o pesquisador e autor Dr. Jay Rubin, em média 30% das pessoas que sofrem de dor crônica foram emocionalmente, fisicamente ou sexualmente abusadas na infância, ou apresentam histórico de perdas frequentes.  Assim, o corpo passa a manifestar uma emoção reprimida ou não resolvida.

Tanto na somatização quanto na doença psicossomática, a pessoa passa por um sofrimento real, ou seja, existem sintomas físicos e por vezes uma doença já está instalada. Quando causas emocionais são reconhecidas, além do tratamento médico, é essencial a intervenção psicológica. 

O tratamento precisa ir além dos sintomas

A psicoterapia ajudará o paciente a gerenciar as causas psicológicas do adoecimento, principalmente manejando o estresse, modificando o modo de ver a si e o mundo, melhorando as habilidades de comunicação e auxiliando na manifestação de sentimentos negativos como raiva, tristeza, culpa e ansiedade. Não basta reconhecer que a origem da doença física é emocional, o sintoma é um sinal de aviso, é preciso compreender a mensagem que o mesmo quer transmitir e estar disposto a mudar.

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Karise Woiciechoski é psicóloga clínica, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Telefone e Whatsapp: 9 9959.1120

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