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Por: Psicóloga Karise Woiciechoski
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Não consigo dizer “não”

07/02/2018

A palavra “não” é carregada de significados. Sua principal função é colocar limites, tornando-se fundamental para proteger nossa integridade física e psíquica. Mas por que para algumas pessoas, não é fácil estabelecer estes limites?

A educação recebida influencia nossa capacidade de se posicionar. Se crescermos acreditando que pessoas boas estão sempre dispostas a ajudar o próximo em qualquer situação, no momento de negar um pedido o sentimento de culpa pode se tornar intenso. Além disso, crianças submetidas à educação rígida, que são oprimidas ou negligenciadas apresentarão maiores dificuldades porque não tiveram a oportunidade manifestar de suas vontades e mantinham o desejo permanente de agradar seus pais, reproduzindo esta conduta na vida adulta.

A necessidade de ser aceito está presente na maioria das pessoas que não se impõem, nestes casos, o receio de desagradar o outro e de ser rejeitado faz com que aceitem se submeter a pedidos contra a vontade.  Outro fator que contribui, é o medo de gerar conflito e a possível incapacidade de lidar com ele, criam-se fantasias pessimistas acerca da reação do outro e considera-se a si mesmo como mais fraco e incapaz de reagir.

A crença de que dizer “sim” sempre é sinônimo de ser benquisto e imune a críticas é equivocada, quem tem capacidade de se posicionar e ser coerente com seus sentimentos é mais respeitado do que quem diz “amém” para tudo. A habilidade de dizer “não” costuma ser vista com admiração, inclusive pela pessoa que a ouve.

 

Quem não se coloca de forma adequada sofre muito, abrindo mão de suas vontades, se sobrecarregada com excesso de tarefas, ficando refém do pedido alheio. Pode surgir raiva e ressentimento, gerando reações desproporcionais ou reprimidas acarretando adoecimento físico e mental.

Não é saudável querer agradar a todos, dizer “não” é fundamental para nossa saúde emocional e relacional. O “sim” deve ser dito somente em situações em que seja viável, fazendo prevalecer seus interesses, delimitando seu espaço, sendo coerente e respeitando aquilo que sente.

Ás vezes pensamos que para nos posicionarmos precisamos ser agressivos, mas quando o “não” é dito de forma amigável, oferecendo uma alternativa à situação: “eu não posso fazer isso esta semana, mas semana que vem terei mais tempo e posso te ajudar”, geralmente a outra parte entende e respeita. Se houver justificativa, pode ser utilizada, em casos que envolvam uma figura de autoridade, por exemplo, é importante embasar e justificar a decisão e abrir espaço para a negociação. Mas nem sempre é necessário dar explicações ou se desculpar por sua escolha, você não precisa se sentir culpado por escolher o que é melhor para você.

Se você é uma pessoa com dificuldade de autoafirmar-se, inicie aos poucos, com pessoas próximas e depois vá treinando com as demais. Você sentirá o quão libertador é posicionar-se e ficará cada vez mais fácil manter sua postura. Lembrando que a psicoterapia poder auxiliar muito neste processo.

Veja essas e outras matérias em http://www.psicologakarise.com.br

 

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Karise Woiciechoski é psicóloga clínica, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Telefone e Whatsapp: 9 9959.1120

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