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Limites e infância

Psicologia - Educação comportamental - 07/02/2020


Cada vez mais percebemos o quanto as crianças de hoje em dia são diferentes das crianças de antigamente. Isso se deve a vários fatores, como mudanças culturais, avanços tecnológicos, quantidade de informação adquirida, dentre outros. Contudo, uma questão que gera muita polêmica e dúvidas nos familiares são a forma de impor limites. Sabemos o quanto eles são importantes na vida das crianças para que consigam conviver em um meio social, porém muitas vezes nos perguntamos:


Qual é a forma correta de dar limites?

Posso seguir o exemplo de forma de impor limites como meus pais utilizavam?

Como posso inserir esses comandos sem traumatizar meu filho?

 

 

São perguntas que dificilmente serão definidas em uma resposta concreta, pois devemos pensar na realidade a qual nossa criança está inserida. Além disso, temos a tendência de repetir a forma como aprendemos com nossos pais, muitas vezes reproduzindo situações por nós vivenciadas na infância.

Limites são as fronteiras que delimitam as pessoas para que tenham consciência do que é permitido realizar e o que não é. Ter esse autoconhecimento sobre limites é fundamental para nossa vida, pois esses ensinamentos realizados na infância nos fará construir um aprendizado cognitivo que influenciará na forma como iremos tratar as pessoas e a forma como vamos permitir que as nos tratem.


Mediante a isso, é fundamental compreendermos que os limites não se restringem somente em obedecer a determinado comando ou comportar-se de forma determinada em cada situação, mas sim estão interligados ao processo de disciplina da criança.

 

 

Então, por onde começarmos?

Devemos ter a compreensão de que conforme cada realidade familiar, o que é certo e o que é errado pode ter algumas mudanças. Todavia, os pais devem em comum acordo criar e estabelecer as regras, o que é negociável e o que não é, levando sempre em consideração sua cultura, organização, funcionamento da rotina e da família. É de fundamental importância esse cuidado, pois as regras após serem apresentadas não devem ser quebradas, na medida que se isso acontecer, a criança irá questionar todas as regras a ela imposta.


Por fim, deixo a frase de Rubem Alves,
“Eu quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintam. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos.”
Com essa frase, desafio-os a pensar, o quanto estou disposto para aprender novamente, a desencaixotar as emoções as quais o meu filho me desperta? E recuperar o que preciso para restabelecer os limites para nossos filhos? Sabemos que não é uma tarefa fácil, porém devemos ter diálogo, firmeza, compreensão e ternura para lidar com os desafios apresentados.


Lembrem-se sempre.. As crianças não precisa ter os melhores pais do mundo, mas sim os melhores pais que vocês podem ser!

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Psicóloga Jéssica Colpani, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental da infância e adolescência. Atua como psicóloga clínica e escolar. CRP: 12/14886

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