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Manchas na pele, como tratar?

Estética - Saúde - Tecnologia - 19/06/2020

Manchas na pele, tipos e como tratar!

As hipercromias cutâneas são originadas pela produção excessiva de melanina, levando a uma desordem na pigmentação. Vários fatores podem causar esse excesso de produção de melanina, como, exposição solar (radiação ultravioleta), traumas na região (acne, picada de inseto, queimadura de peeling), alguns medicamentos (anticoncepcionais, amiodarona e fluoxetina), fatores hormonais (gravidez, hormônios da hipófise, estrogênios e da tireoide), nutricionais (oligoelementos, adoçantes), deficiência de vitaminas A e C, distúrbios orgânicos (hepatopatias), e, fatores genéticos.
A melanina é o pigmento responsável por dar cor à pele, é uma molécula complexa que tem como função a fotoproteção, agindo como filtro solar e absorvendo a radiação UV. Esta molécula é produzida por células chamadas de melanócitos e representam cerca de 13% das células encontradas na epiderme (primeira camada da pele). Além da pele, os melanócitos estão presentes, também, nos folículos pilosos e nos olhos.
A produção de melanina é chamada de melanogênese, sendo que nesse processo o aminoácido tirosina na presença da enzima tirosinase dá origem a melanina, após complexas e numerosas reações químicas que ocorrem nos melanossomas (organela responsável pela síntese e deposição de melaninas). Portanto, este processo é caracterizado pela fabricação e distribuição das melaninas na epiderme e nos pelos.
A produção de melanina ocorre em três etapas, a síntese da tirosinase, a seguir com a formação dos melanossomas, e a terceira etapa com a produção de melanina no interior dos melanossomas. Neste processo são formados dois tipos de melanina, a eumelanina (marrom) e afeomelanina (pele clara), sendo que ambos os tipos são produzidos em todos os indivíduos, porém uma em maior quantidade, conferindo as mais diversas nuances no tom de pele.
Portanto, distúrbios nessa produção de melanina associada aos fatores desencadeantes levam ao aparecimento das manchas que podem ser classificadas em vários tipos, como:
• Melasma ou Cloasma Gravídico: manchas acastanhadas, sendo simétricas e bilaterais no rosto (testa, têmporas e bochechas), sua incidência é maior em mulheres e pessoas de pele morena. Tem sido associada a fatores hormonais, uso de cosméticos, exposição a luz solar e genética. Durante o período gestacional é chamada de Cloasma, ocorrendo devido as mudanças hormonais neste período.
• Hipercromias pós-inflamatórias: são manchas ocasionadas após um processo inflamatório como acne, picada de inseto, uso de ácidos sem proteção solar, reações alérgicas, cicatrizes, pelos encravados, sendo mais frequentes em pessoas de pele morena e negra.
• Efélides ou Sardas: caracterizado por manchas castanho-claras ou escuras (2-4 mm) que surgem dos 6 aos 18 anos após exposição solar, disseminadas no rosto e nas partes descobertas do corpo.
• Melanose ou Lentigo Solar: manchas escuras, de coloração castanha à marrom em tom uniforme. Localizadas no dorso das mãos, na face, colo, braços e ombros por serem áreas que ficam muito expostas ao sol. São frequentes em pessoas de peles mais claras e apresentam-se em adultos com mais de 50 anos, sendo raro seu aparecimento em pessoas mais novas. Sendo o sol o principal causador da melanose.
• Melanoderma residual: são manchas marrons e de origem epidermias formadas principalmente pelo contato om substâncias fotossensibilizantes e subsequente exposição ao sol. Conhecidas popularmente como manchas de limo. Podem ser causadas por perfumes, frutas cítricas, plantas, medicamentos e substâncias presentes nos fotoprotetores químicos (ex: PABA, Benzofenonas).
• Hiperpigmentação periorbital (olheiras): ocorre na região periocular e é frequente em ambos os sexos. Ocorre devido ao aumento da melanina na epiderme, má vascularização da região e fatores genéticos. Outras causas são as noites mal dormidas, cansaço, alimentação inadequada, estresse físico ou emocional.
Existem quatro vias principais de produção de melanina, a neurócrina, ação hormonal, atividade parácrina e ação inflamatória. Portanto, o tratamento varia de acordo com o tipo de hipercromia e de pessoa para pessoa, pois devem ser consideradas as várias vias de produção de melanina e, dependendo do tipo, fazer uso de terapias combinadas, obtendo os melhores resultados. Procure sempre um profissional de sua confiança.

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Graduada em Cosmetologia e estética pela faculdade do Vale do Itajaí, especialista em Dermopigmentação com pós graduação na área pela faculdade CINTEP. Além de muitos cursos, nacionais e internacionais, com profissionais renomados na área da estética, maquiagem e dermopigmentação.

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