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Por: Psicóloga Karise Woiciechoski
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Síndrome do Ninho Vazio

08/08/2019

Os anos passam muito rápido, não é mesmo? Num dia os filhos estão no colo, e parece que no dia seguinte estão partindo, mudando de casa, de cidade, e às vezes até de estado ou de país.


Apesar de teoricamente estarmos preparados, a verdade é que, esse pode ser um processo bem doloroso. Sentimentos de perda, tristeza, angústia costumam acompanhar esse momento. E em alguns casos, a separação pode provocar a chamada síndrome do ninho vazio.


A intensidade de tudo isso vai depender de alguns fatores: a relação que se mantinha com os filhos, a personalidade dos pais a motivação para a saída de casa, são alguns.


A síndrome geralmente acontece quando os pais se vinculam fortemente ao filho, e estes se tornam o sentido maior da vida. Quando eles se mudam, os pais perdem o chão, sentem um vazio que se torna uma crise existencial. Se não for trabalhado e ressignificado, esse vazio pode até se transformar em depressão.


Algo bem comum, é que a partida dos filhos faça com que os pais se atentem mais para o relacionamento conjugal. Muitos casais deixam de investir na relação e sem a presença dos filhos podem ter de encarar uma relação desgastada. Mas, essa pode ser uma fase para redescobrir o parceiro e investir ainda mais na relação.


Seu filhote está crescendo e você quer prevenir a síndrome do ninho vazio? A melhor maneira é não esquecer que você não é só pai e mãe. É muito legal curtir cada fase da vida do seu filho, estar atento ao crescimento dele, e ao mesmo tempo tentar preservar sua individualidade, investir no relacionamento com o cônjuge e amigos, se ocupar com atividades que tragam realizações pessoais.


Se estiver passando por esse momento, o mais importante é reconhecer e aceitar essa dor. Aos poucos pode ajudar ir redescobrindo o que lhe dá prazer, pode ser estudar, dançar, ler, sair, viajar, fazer cursos, fazer trabalhos voluntários, atividades físicas, ter um animal de estimação. A ideia é dar novos sentidos para a vida. 


Vale também, ver esse momento como uma mudança, que requer adaptação: o relacionamento com os filhos não terminou, apenas assumiu uma nova condição.


Em caso de dificuldade, conte com um psicólogo. O profissional vai te ajudar a atravessar esse momento e encontrar caminhos para se adaptar à mudança.

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Karise Woiciechoski é psicóloga clínica, especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Telefone e Whatsapp: 9 9959.1120

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