Parse error: syntax error, unexpected ':' in /var/www/html/homepages/gerenciador/tudosobrexanxere/expressionengine/libraries/Functions.php(683) : eval()'d code on line 1186
Agricultura, Comunidade, Geral, Negócios - 07 Mai 2018 11:44

“2018 passou a ser um ano perdido para o agro catarinense”, diz Barbieri

Reflexos de operações trouxeram queda no abate, na oferta de preços e sinais de desemprego
Por: Aline Tonello
Visualizações: 616
“2018 passou a ser um ano perdido para o agro catarinense”, diz Barbieri (Foto: Fiesc/Plínio Bordin)

O setor agroindustrial catarinense começa a sentir os reflexos de uma crise que vinha tomando conta do país. Como nosso estado é movido pela produção de alimentos, não se sentia tanto os reflexos da crise política nacional, no entanto, após operações envolvendo a qualidade da carne produzida em Santa Catarina, se começa a enfrentar um cenário preocupante, que mexe desde os preços na mesa do consumidor até a falta de emprego.

Conforme o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Enori Barbieri, infelizmente se vive um momento difícil no setor.

- Nós sofremos primeiro com a operação Carne Fraca, que resultou na operação Trapaça e, infelizmente, no embargo da União Europeia, não só na carne de frango, mas também do pescado catarinense, que abala a economia do Estado – afirma.

A medida fez com que grandes empresas do setor e até o pequeno produtor integrado que aloja os frangos tivessem que tomar medidas para conter os reflexos. Conforme Barbieri, são 20 plantas industriais interditadas, sendo 12 da BRF, a qual tem integrados em todo o Oeste.

- Ela é a maior produtora de frangos do Brasil e exportadora de sete milhões de pintos por dia. Com a determinação, a empresa perdeu 75% do seu valor acionário, ficou muito vulnerável e, com isso, os produtores rurais de frango também começam a atravessar uma crise. Eu não tenho nenhuma dúvida que isso vai abalar economicamente Santa Catarina - frisa.

(Foto: Tempo Editorial)(Foto: Tempo Editorial)

Medidas necessárias
Até que os embargos não sejam restituídos, o setor está buscando alternativas para amenizar os reflexos. Hoje, a BRF, por exemplo, como informa Barbieri, está abatendo dois milhões de pintinhos por dia para diminuir a produção e poder dar sustentação de preço ao mercado. Além disso, antecipação de férias também está sendo um dos mecanismos das agroindústrias para ir mantendo o quadro de funcionários.

Para o secretário do Sindicato Varejista de Xanxerê, Edson Marció, a grande preocupação, neste momento, é a questão do emprego e renda dos trabalhadores. Para ele, não haverá muito reflexo se o preço do frango baixar no supermercado, se o trabalhador não tiver a renda necessária para fazer suas compras. 

- O que nos preocupa é o emprego, é a geração de economia daqui para frente. Aqui no Oeste a grande maioria vive da produção de alimentos e tudo isso vai gerar um impacto financeiro muito grande, tanto nos integrados, quanto nas pessoas que fazem o dinheiro circular – comenta Edson.

Segundo o presidente da Faesc, a expectativa é que dentro de dois a três meses, com a retirada de dois milhões de frangos por dia da produção, o cenário consiga ser normalizado no mercado interno.

- Precisamos que o Brasil consiga corrigir o que ele conseguiu fazer contra o Brasil, afinal de contas tudo isso foi ocasionado por nós brasileiros através de operações malfadadas da Polícia Federal, do próprio Ministério da Agricultura que não avaliou as consequências de coisas infundadas que foram colocadas no mercado nacional e não só abalando a União Europeia, mas abalou outros mercados. A gente fala da BRF, mas a gente não fala da Aurora que está suspensa desde o ano passado, que atravessa prejuízos todo mês, então eu diria que 2018 passou a ser um ano perdido para o agro catarinense e quem paga a conta é o produtor rural. Temos que superar, saber que é possível reconstruir e sair fortalecido e valorizar um pouco mais o que temos que é exemplo para o mundo – destaca Barbieri.

Reflexos para o consumidor
De acordo com Edson Marció, os preços começam a sofrer oscilações nas gondolas dos supermercados, não somente na carne de frango, mas na suína e bovina. Para Barbieri isso é um reflexo esperado.

- Já que o preço do frango que não está sendo exportado está indo para o mercado interno, isso derrubou o preço do suíno, e da carne bovina, gerando uma crise muito grande – afirma Barbieri.

Conforme Marció, as promoções no preço da carne são constantes, não tendo como prever se os valores vão baixar, ou permanecer estáveis.

- Vamos ter mais oferta, mas o preço vai continuar variando muito porque temos que levar em consideração o custo da produção, pois o combustível não baixou, a energia elétrica também não. Então, o reflexo maior poderá ser quanto a geração de emprego – finaliza Edson. (Folha Regional)


Imprimir
Enviar para um amigo
Assinar

Envie esta notícia para um amigo



Comente
esta notícia

Ao efetuar um comentário, o seu IP (Internet Protocol) será gravado e poderá ser utilizado para identificar o usuário que inseriu o mesmo.
Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor do comentário e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais do Tudo Sobre Xanxerê.


Outros comentários

noresults

Caso o comentário acima for abusivo ou seu nome for utilizado indevidamente, denuncie.

Notícias por data:

a
Voltar