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Opinião - 22 Mar 2018 15:11

“A hora e a vez do Oeste”, diz deputado Gelson Merisio

Por: Carol Debiasi
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Todas as regiões de Santa Catarina, com exceção do Oeste, já tiveram governadores eleitos. Quebrar esse paradigma não é questão de bairrismo, mas de oportunidades iguais para todas as culturas e vocações que compõem o nosso Estado. Temos um modelo vitorioso de vocações regionais variadas, que contribuiu muito para que nos mantivéssemos acima da média dos demais durante a crise econômica.

A região Oeste se consolidou como o celeiro da agroindústria no Brasil, mas não recebe investimentos na mesma medida. Além do tratamento tributário diferenciado que o Estado dá ao setor e que inegavelmente tem papel importante, é preciso focar em infraestrutura para que essa riqueza não se perca em poucos anos. Temos desafios gigantes a enfrentar em questões como rodovias, abastecimento de insumos e acesso à banda larga no campo.

Essas foram apenas algumas das muitas questões discutidas no início do mês de março com lideranças e imprensa dos municípios de Concórdia e Xanxerê, durante as Sabatinas Regionais – encontros em que ouço e respondo ao vivo questionamentos sobre os mais variados temas. Ficou claro que o meu anseio por fomentar o desenvolvimento e ampliar os potenciais do Oeste é o mesmo de quem está no dia a dia da região.

É claro que o papel de um Governo é atender as demandas dos seus cidadãos em todas as regiões com serviços públicos de qualidade. Mas quem conhece de perto e a fundo as necessidades e potenciais de uma região tem condições de ajudar ainda mais.

Vejamos a questão dos acessos rodoviários. Não existe projeto executivo para a duplicação da BR-282, uma rodovia que feita há mais de 50 anos. O que existe é a ideia absurda de direcionar a estrada para o Paraná chegando na SC 153. Não pode ser assim, precisamos levar a BR 282 até o porto de Itajaí, pela SC-470. Se for mantido o traçado previsto, as riquezas e a geração de ICMS de Santa Catarina irão para o Porto de Paranaguá, e não para o de Itajaí. Não se pode tratar somente de exportações, mas da verdadeira integração Oeste-Litoral.

Além de estradas, quando se fala em infraestrutura, precisamos falar de banda larga em todas as propriedades e na construção de centros de formação, como o que está sendo feito em Chapecó. Isso é o que vai permitir aos jovens do campo a conexão com a inteligência global, para que que eles não precisem abandonar a terra e a família para fazer um curso de aperfeiçoamento fora para depois não mais voltar.

A agroindústria, patrimônio catarinense, está com seu desenvolvimento estacionado por conta dos gargalos para o abastecimento de sua principal matéria-prima, o milho. É preciso tirar a Rota do Milho do papel e abrir efetivamente a nossa ligação com o Mercosul. Nós temos o Paraguai a 350 km da fronteira, um grande mercado produtor de milho que ainda sofre barreiras. A agroindústria não é apenas catarinense. Nós somos o grande produtor de proteína animal do Brasil. Temos a aduana de Dionísio Cerqueira que é a única via formalizada de acesso do Mercosul ao estado, mas que funciona muito aquém de sua capacidade.

Essas foram apenas três das muitas questões levantadas na sabatina, que precisam de atenção urgente do poder público. O Oeste precisa de impulso para decolar.

Gelson Merisio


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