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Comunidade, Geral, Social - 12 Jan 2018 14:48

Ações do Coletivo Janete Cassol devem ganhar força em 2018

Por: Aline Tonello
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Ações do Coletivo Janete Cassol devem ganhar força em 2018 (Foto: Arquivo/Divulgação)

O Coletivo Janete Cassol começou a trabalhar em junho de 2017. Com menos de um ano de trabalho, o movimento ganhou uma cadeira no Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (CMDM), criado nessa semana em Xanxerê, conquista comemorada pelo grupo, idealizado por pessoas preocupadas com a violência que as mulheres sofrem diariamente, muitas vezes sem perceberem. Com a missão de empoderar mulheres e lutar para a desconstrução do machismo que existe dentro de cada um, o coletivo se organiza para retomar as atividades em fevereiro, que devem ganhar força com o novo conselho municipal.

A constituição do conselho ocorreu após longa reivindicação e vai permitir que sejam debatidas e cobradas políticas públicas voltadas a essa área específica em Xanxerê. Para Bruna Pompermayer, que faz parte do Coletivo Janete Cassol, é importante ver a representatividade na luta pelos direitos das mulheres ser reconhecida para que passos maiores sejam dados.

- Para nós é extremamente importante, porque lutamos por questões que não são vistas, nas quais se prefere botar um pano, tapar o sol com a peneira do que se discutir a questão da violência e dos direitos da mulher. E ter o conselho hoje é muito importante porque essas questões vão vir à tona e a gente vai ter que trabalhar com isso, e numa região como Oeste, que é uma região extremamente violenta para a mulher, o conselho vai representar qualidade de vida e segurança para todas – afirma.

Com cerca de cem integrantes, em 2017 o coletivo promoveu debates e levou informações às mulheres do município e da região. Destaque para os “16 dias de ativismo”, que contou com intervenções e atividades culturais, palestras, exposição e orientações, realizados no período de 24 de novembro a 10 de dezembro.

- O início da caminhada do coletivo superou todas as nossas expectativas, o que ocorreu desde a primeira reunião que fizemos, quando esperávamos umas vinte pessoas e veio quarenta e, a partir daí, só cresceu. A realização dos “16 dias de ativismo” foi uma coisa que foi uma grande conquista, eu sempre tive esse sonho de trazer isso para Xanxerê, e em parceria com o coletivo conseguimos. Conseguimos abranger e conscientizar muitas pessoas com relação à luta das mulheres e isso tornou o ano de 2017 extremamente positivo – avalia.

Para 2018, a expectativa do movimento é que as ações ganhem mais força. Uma reunião já foi realizada para definir alguns pontos do calendário e, no começo de fevereiro, um novo encontro será realizado para mais definições.

- A gente está se organizando para iniciar com as atividades em fevereiro e vamos trabalhar ao longo do ano em parceria com conselho para trazer cursos e formações que já estávamos fazendo, porque a gente entende que quanto mais pessoas conseguirmos abranger vai ser melhor. E, tendo o conselho agora vai ampliar os horizontes, vai trazer mais pessoas para conhecer o trabalho do coletivo e se engajar nessa luta também – finaliza.

(Foto: Arquivo/Tudo Sobre Xanxerê)(Foto: Arquivo/Tudo Sobre Xanxerê)


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