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Geral, Política - 29 Jun 2018 13:49

Acordo entre governo e caminhoneiros completa um mês e incertezas permanecem

Por: Redação
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Acordo entre governo e caminhoneiros completa um mês e incertezas permanecem (Foto: Francieli Corrêa/Tudo Sobre Xanxerê)

Há 30 dias um acordo entre o governo e representantes dos caminhoneiros autônomos pôs fim à paralisação que durou de dez dias e causou uma das maiores crises de desabastecimento já vistas no país. Para chegar ao acordo, foram atendidas algumas das reivindicações da classe, como a diminuição do preço do óleo diesel e o tabelamento do frete. Porém, tais pontos ainda seguem sob constante discussão.

No caso do óleo diesel, a decisão do governo foi de baixar R$ 0,46 e congelar o preço pelo prazo de 60 dias, já a partir de 1 de junho. Porém, foi avisado que levaria em média 15 dias para que todos os postos conseguissem adquirir o combustível com o desconto. Além disso, uma placa com a informação do preço comercializado no dia 21 de maio – quando iniciou a greve – deveria ser fixada em local visível, para que a população pudesse ter conhecimento do desconto.

Passado um mês da decisão, nem todos os postos conseguiram se adequar totalmente a nova condição. Segundo o coordenador do Núcleo dos Postos das Associação Empresarial de Xanxerê (Acix), Edson Zape, no município a maioria das unidades pertencentes ao núcleo conseguiram repassar o desconto total à população. 

- Os R$ 0,46 ainda não chegaram a todos os postos que pertencem ao núcleo, mas na maioria sim, deve ter um ou dois que ainda não chegou o desconto total. Inclusive tivemos uma reunião ontem com o Procon, na qual apresentamos as notas das compras de antes e depois da greve – informou o coordenador.

Ainda segundo Zape, uma placa informando o valor que era comercializado o óleo diesel é fixada na bomba de combustível para informar o consumidor.

Frete
Quanto ao tabelamento do frete, a discussão ainda permanece, pois algumas empresas se recusam a seguir os preços da tabela fixada no dia 30 de maio - Medida Provisória 832/18 - que prevê o tabelamento do preço mínimo do frete para o transporte de cargas em rodovias.

Uma audiência de conciliação entre representantes do governo, dos caminhoneiros e do setor produtivo foi realizada na quinta-feira (28) e terminou sem acordo. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que irá aguardar uma audiência pública marcada para 27 de agosto para tomar qualquer decisão em relação às ações que questionam a MP do Frete.

- Estamos aguardando uma decisão do STF a respeito da tabela e a expectativa é grande para que haja uma definição que fique boa para ambas as partes. Porque os embarques não estão acontecendo numa grande parte dos portos. E o nosso maior problema está nos portos, de onde vêm os insumos. O grão ainda está pagando, mas chega nos portos e não pagam o retorno. Eles falam que é retorno, mas não é - declarou o caminhoneiro autônomo Paulo César Sampaio. 

Ainda de acordo com Sampaio, algumas transportadoras fazem os motoristas assinarem um termo dizendo que a tabela não é constitucional. O caminhoneiro também descarta a possibilidade de uma nova paralisação.

Por Francieli Corrêa


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