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Comunidade, Cultura, Eventos, Geral, Social - 03 Jul 2018 15:42

Associação Vêneta busca resgatar tradição do filó e unir culturas étnicas

Projeto contemplado no edital de linguagens do Departamento de Cultura realizará Filó em agosto
Por: Aline Tonello
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Associação Vêneta busca resgatar tradição do filó e unir culturas étnicas (Fotos: Folha Regional)

Você se lembra de quando ia à casa dos vizinhos fazer filó, ou quando reunia seus amigos em sua casa para um serrão? Se a prática não lhe é familiar, ao menos a palavra já deve ter ouvido. A tradição do filó vem da cultura italiana, mas foi e ainda é, hoje em menor número, praticada pela população em geral da nossa região.

A Associação Vêneta de Xanxerê, por meio do projeto “Resgate do Filó e as raízes dos Imigrantes Italianos”, promoverá, dia 18 de agosto no centro comunitário do Bairro Matinho, “A Noite Do Filó”, visando resgatar os costumes e reunir as culturas regionais.

Segundo Ilda Sipriani, uma das responsáveis pela organização, o grupo já está ensaiando músicas e cantigas tradicionalistas com apoio de moradores de Xavantina e Ipuaçu, que também participarão do encontro.  Esta é sua segunda edição e a intenção do grupo é que o evento torne-se anual.

- Uma vez, nas noites de lua cheia, as pessoas não paravam em casa. Aproveitavam a capelinha e se reuniam para o filó, tomavam chimarrão, faziam jantas, confraternizavam. Tem muitos descendentes italianos na cidade. Queremos que voltem as etnias, que haja esse intercambio entre as culturas. Será um evento de interação - comenta Ilda.

Tradicional nas festas italianas, a macarronada com molho de galinha, segundo Ilda, não deve faltar e será parte do cardápio que, antigamente, era produzido desde o vinho até as omeletes feitos em frigideira.

- Nas primeiras festas da associação italiana se produzia tudo, matava-se o porco para fazer o salame, faziam o próprio vinho e iam colher a uva na cidade de Pinheiro Preto. Fazíamos também as omeletes todas em frigideiras até que aprendemos a fazer em uma forma grande. A polenta era nos tachos com fogo a lenha – conta.

Antigamente todo cardápio era pensado com ingredientes que não estragassem fácil, pois não havia recursos de conservação. Muitos pratos consumidos hoje e caracterizados da cultura italiana surgiram neste cenário.

- Hoje quando fazemos macarrão já pensamos no molho, que carne vai ser, mas antigamente era somente com a galinha, era difícil ter carne de gado e porco, nem sempre tinha. O queijo, como não, estragava era bastante utilizado assim como o ovo que durava um pouco mais. O radicci cotti na época pensavam em comer cru, depois começaram a cozinhar ele e quando matavam o pouco pegavam um pedaço de toucinho, deixavam pendurado com bastante sal e quando fazia o radicci colocava um pouco junto, só pra dar o gosto. Assim surgiram nossas comidas típicas - conta Ilda.

Ilda ainda conta que o espaço da festa será caracterizado, as pessoas usarão trajes típicos e a iluminação também será especial, com lampiões. Tudo para deixar o ambiente mais característico.  Após o evento, serão doados dez lampiões para o Museu do Milho e ainda doze berimbaus para o grupo de capoeira Centro Cultural Artístico Resistência Popular de Xanxerê. (Folha Regional)


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