WhatsApp
49 9 9964.1833
Comunidade, Geral, Social - 14 Jul 2017 15:46

Bem Estar Animal se recusa a firmar convênio para controle de zoonoses

Por: Aline Tonello
Visualizações: 905
Bem Estar Animal se recusa a firmar convênio para controle de zoonoses (Foto: Arquivo/Tudo Sobre Xanxerê)

O Grupo de Bem Estar Animal de Xanxerê foi notificado pela Prefeitura, nesta semana, sobre a possibilidade de fazer um novo contrato para o controle de zoonoses do município. O novo convênio estaria baseado no acordo feito entre as duas partes em 2014, no qual a administração repassava R$ 5 mil mensal para o grupo realizar o trabalho. Entretanto, a ONG afirma que não tem condições de aceitar a proposta uma vez que é diferente do que vinha sendo feito e tudo o que os membros realizam é de forma voluntária, ou seja, ninguém trabalha exclusivamente pela causa animal.

A reunião que decidiu que o grupo seria notificado sobre a situação e teria cinco dias para se manifestar ocorreu na terça-feira (11) entre a 2ª Promotoria de Justiça e a Prefeitura de Xanxerê. Vagner Ribeiro, membro da ONG, comenta que o grupo gostaria de ter sido convidado para participar da reunião e ter debatido o problema junto com a administração e o Ministério Público, o que não ocorreu.

- O que a gente mais fica preocupado é porque a Prefeitura fez esse projeto e só nos notificaram, não teve a nossa opinião, se a gente teria condições ou possibilidade de fazer isso. Por isso ficamos tristes, porque querem colocar toda a responsabilidade para nós e fim. A gente não queria ter ido ao MP, queríamos ter feito parte da parceria desde o início e mostrar nossos projetos, queremos agregar ideias, mas infelizmente isso não aconteceu – diz Vagner.

Conforme a Prefeitura, o acordo estabelece que o Grupo de Bem Estar Animal faça todo o cuidado com os animais, como acolhimento, atendimento médico veterinário, castração e eutanásia nos casos necessários. Porém, segundo Vagner, o contrato que ficou em vigor por um ano não transferia a responsabilidade do controle de zoonoses do município para a ONG.

- A gente ganhava R$ 5 mil por mês e o contrato que a gente tinha era de um projeto para as castrações e conscientização, só isso estava no acordo. Até tínhamos uma certa dificuldade, porque precisávamos outras coisas como, por exemplo, se havia um cachorro atropelado, a gente tinha que tratar esse cachorro, mas não podia usar desse valor porque no contrato não constava isso. Aí a gente fazia promoções, como os brechós, para destinar o valor para essas situações de cinomose, parvovirose, uma casinha para um cachorro, uma ração. Sempre fizemos a mais do que tínhamos no contrato e o pessoal se prevaleceu – afirma Vagner.

O grupo trabalha no ofício para responder a Prefeitura e ao Ministério Público dizendo que não aceita a proposta, inclusive porque o valor do convênio não é suficiente para recolher animais, abrigar, vacinar, castrar e, se preciso, realizar eutanásia.

- Isso é inviável. Nós somos voluntários, temos outros empregos, trabalhamos muitas vezes em horas fora do comum, tiramos dinheiro do bolso, então não podemos assumir um compromisso desse. Se seguisse pelo projeto inicial, nós até assumiríamos o compromisso. A gente se disponibilizou com a prefeitura em ajudar na castração e conscientização. Essa parte de recolhimento e abrigo, se a Prefeitura se comprometesse e nós auxiliaríamos, podíamos oferecer para adoção, fazer uma promoção e arcar com rações, castrações a mais que talvez a gente conseguiria. Nós queremos ajudar, não queremos brigar, não queremos obrigar ninguém a nada, queríamos que todos se ajudassem, não isso de deixar tudo para a gente fazer – destaca.

Foram mais de 350 castrações de cães e gatos realizados durante a vigência do convênio, além de palestras nas escolas para conscientização quanto ao abandono e maus tratos dos animais e que foram feitas sem ajuda. Com a proposta do município e do MP, o grupo diz que pretende continuar trabalhando com as dificuldades de sempre, inclusive com número reduzido de voluntários.

- Tivemos uma reunião e achamos, que se é para assumirmos um compromisso desse, é melhor a gente continuar do jeito que está, limitado, muito limitado, fazendo cerca de 1% do que poderia ser feito e contando com promoções de quem gosta, quem apoia a causa. Nos ligam fora de hora para recolher cachorro, ajudar cavalo. Pensamos em continuar fazendo, mas se a gente não tem ajuda, não temos como fazer muito. Temos a parceira de duas clínicas veterinárias que nos amparam em emergências e depois temos que pagar. É um caso de saúde pública e, se ninguém fizer nada, só vai piorar – finaliza Vagner.


Imprimir
Enviar para um amigo
Assinar

Envie esta notícia para um amigo



Comente
esta notícia

Ao efetuar um comentário, o seu IP (Internet Protocol) será gravado e poderá ser utilizado para identificar o usuário que inseriu o mesmo.
Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor do comentário e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais do Tudo Sobre Xanxerê.


Outros comentários

noresults

Caso o comentário acima for abusivo ou seu nome for utilizado indevidamente, denuncie.

Notícias por data:

a
Voltar