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Bombeiros, Comunidade - 06 Jul 2018 12:02

Bombeira de Xanxerê conhece bebê que ajudou a salvar por telefone

Por: Redação
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Bombeira de Xanxerê conhece bebê que ajudou a salvar por telefone (Foto: Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê)

“Ela salvou a vida do meu filho”, diz a mãe do pequeno Lucas Gabriel, de quatro meses e meio, referindo-se à bombeira Silvia Baraldi. Na manhã desta sexta-feira (6), Luciane Vide relembrou um dos momentos de maior aflição pelo qual ela já passou. Há dois meses, a mãe contou com a ajuda dos bombeiros para salvar a vida do filho, que se engasgou ao ingerir um medicamento. Com o auxílio da atendente da central do Corpo de Bombeiros de Xanxerê, Luciane pôde ouvir o choro do bebê e ter a sensação de que o tinha trazido de volta à vida.

Nesta manhã, Luciane e Lucas Gabriel estiveram no quartel de Xanxerê, do 14º Batalhão de Bombeiros Militar, para visitar e agradecer, pessoalmente, a Silvia e os outros bombeiros que atenderam a ocorrência no dia 2 de maio, muita emoção envolveu o encontro. Silvia contou que sempre quis conhecer o bebê, mas ainda não havia achado uma oportunidade. Apesar da experiência de 12 anos na profissão e de já ter atendido outros casos parecidos, ela conta que este foi um dos mais tensos e que lhe proporcionou muita alegria após perceber o êxito do atendimento.

- Eu que fico muito feliz e muito grata de poder ter feito isso por ele. Tudo que envolve criança é bem difícil e muito comovente. São anjinhos que nem sabem o que está acontecendo. Se ele não tivesse voltado, ele poderia ter ficado com uma sequela ou algo pior, e fazer parte disso é muito gratificante – destaca a bombeira.


Momento de desespero
Para quem disca o 193, os momentos que antecedem a chegada dos bombeiros fazem os minutos parecem horas. Pelo menos foi assim que Luciane descreveu o que ela passou no dia em que precisou entrar em contato com a central.

Era próximo das 11h quando a mãe pegou o telefone para chamar os bombeiros. O filho dela, o pequeno Lucas Gabriel, tem refluxo, e, ao ser medicado, acabou se engasgando com o remédio. A partir daí, nada que a mãe fazia ajudava a criança a desengasgar. Foi quando o avô do menino disse para a filha entrar em contato com o Corpo de Bombeiros porque eles poderiam ajudar e, imediatamente, ela ligou. Do outro lado da linha a bombeira Silvia atendeu e, em questão de segundos, o cabo Duan, o soldado De Paula e soldado Josclei saíram para socorrer a criança. Enquanto isso, Silvia tentava acalmar a mãe e orientá-la sobre como deveria proceder.

- Eu batia nas costas dele, mas ele não voltava, parece que ele desmaiou e derrubou o pescoço. Eu não sabia mais o que fazer, foi quando meu pai disse ‘liga pro bombeiro’. Então eu liguei e eu falava ‘me ajuda, me ajuda, porque o meu bebê tá morrendo, ele tá afogado!’. Contei pra ela que ele tinha se afogado com medicamento, então ela disse que eu devia me acalmar e foi me instruindo sobre o que eu deveria fazer, e ele começou a babar e a voltar. Quando ele chorou, ela me disse ‘É ele que está chorando?’ e eu falei que sim. Isso não tem nem explicação, ela salvou a vida do meu filho – relatou a mãe.

Luciane mora em União do Oeste e no dia estava passeando na casa dos familiares, na Linha Pesqueiro do Meio. Por ser no interior e consequentemente mais distante do batalhão, os bombeiros levaram cerca de 15 minutos para chegar no local. Durante esse tempo, o atendimento que Silvia prestou de dentro da central foi essencial para que Lucas fosse salvo e ficasse sem nenhuma sequela. Quando a equipe chegou ao local, constataram que o bebê já estava bem.

O cabo Vitorino explica que esse tipo de atendimento depende da ação de quem o está prestando e de quem está do outro lado da linha pedindo o socorro.

- Uma grande dificuldade que a gente tem é que não existe o hábito de divulgar esses procedimentos em locais como a escola, por exemplo. Então, passar isso pra uma mãe por telefone é sempre muito difícil, porque é um momento em que ela está muito nervosa. Por isso é essencial nesses momentos como é desenvolvido o atendimento do operador da central, para tentar acalmar. Tem que ter muita sabedoria para conseguir acalmar a mãe e explicar um procedimento que talvez ela nunca tenha visto fazer, o sucesso do atendimento vai depender muito da reação dela também – explicou Vitorino.

A história com final feliz, protagonizada pelo Lucas, pela Luciane, pela Silvia, pelo cabo Duan e os soldados De Paula e Josclei, representa muitas outras histórias de filhos que voltam para suas mães graças à dedicação desses profissionais. Nesta semana em que é comemorado o Dia do Bombeiro, esta, como outras histórias narradas, é uma forma de parabenizar e homenagear a cada bombeiro que veste sua farda todos os dias e sai para rua com a missão de salvar vidas.

- Eu só tenho a agradecer pelo trabalho que vocês fazem aqui, pela ajuda que você me deu no momento em que eu estava desamparada. Que Deus dê forças para vocês continuarem salvando vidas, porque vocês são nossos anjos de farda – finalizou a mãe do Lucas Gabriel.

Por Francieli Corrêa

 


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