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Saúde - 17 Jul 2019 08:58

Campanha destaca a importância do diagnóstico rápido das hepatites A, B e C

Vírus podem ser transmitidos de várias formas e baixa procura por testes rápidos que os detectam preocupa profissionais da saúde
Por: Francieli Corrêa
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Campanha destaca a importância do diagnóstico rápido das hepatites A, B e C (Imagem: Divulgação/Dive)

As hepatites virais A, B e C são consideradas um problema de saúde pública pelo Ministério da Saúde. Os tipos B e C preocupam mais porque podem se tornar crônicos e causar doenças como cirrose e câncer de fígado, sendo a principal causa de transplante do órgão no Brasil. As diferentes formas de contaminação, assim como a difícil detecção das doenças - em geral são assintomáticas - levaram à criação da campanha do Julho Amarelo, realizada em todo Brasil, para incentivar as pessoas a buscarem pelos testes rápidos que são gratuitos e fáceis de encontrar.

Neste ano foram registrados em Xanxerê quatro casos de hepatite B e dois da hepatite C. Já em 2018 foram 23 casos de hepatite B e sete casos de vírus da hepatite C, segundo dados passados pelo Hospital Regional São Paulo (HRSP). Mas esses números estão bem menores do que a realidade, segundo a enfermeira Lisete Breier.

- Se as pessoas procurassem mais os testes, esse número aumentaria. Mas como é uma doença assintomática não tem a procura para a realização do exame, que está disponível na rede pública, através dos testes rápidos, disponíveis em todas as unidades de saúde.  É um exame bem rápido, onde é coletada uma gotinha de sangue do dedo do paciente e o resultado sai na hora – comenta a enfermeira.

Em Xanxerê, o exame está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde para as gestantes. Demais pessoas podem procurar o exame, também de forma gratuita, no CTA, de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 9h, munidos do cartão do SUS. O resultado sai no máximo em um dia.

A médica infectologista do HRSP, Carine Kolling, explica que as hepatites estão muito presentes e que os pacientes acabam não recebendo o tratamento adequado devido à falta de diagnóstico, e quando apresentam sintomas, que não é sempre, a doençs já está bem avançada e pode levar a complicações e até à morte.

- Pode ter sintomas na fase aguda, quando tem sintomas é o amarelão como é conhecido, quando a pessoa fica com o branco dos olhos amarelas, pode ter dor abdominal, mal estar geral, febre baixa e principalmente prostração, vômitos e diarreia. Na fase crônica, a pessoa fica muitos anos sem ter sintomas depois disso e aí só vai ter sintomas de novo quando tiver cirrose já, quando o fígado já está em falência e aí já está numa fase muito avançada e é mais difícil de tratar – explica.

Enfermeira e médica infectologista do HRSP falam sobre hepatites virais, no mês de conscientização sobre a doença (Foto: Francieli Corrêa/Tudo Sobre Xanxerê)Enfermeira e médica infectologista do HRSP falam sobre hepatites virais, no mês de conscientização sobre a doença (Foto: Francieli Corrêa/Tudo Sobre Xanxerê)

Formas de contaminação, prevenção e tratamento

Hepatite A: existe vacina para prevenir e está disponível na rede pública. A dose única deve ser aplicada a partir dos 15 meses de vida. O vírus é transmitido através das fezes contaminadas, que acabam chegando à água consumida pelos humanos. O consumo de ostras cruas também pode ser uma forma de contaminação, porque ao filtrar a água esses animais acabam ficando com o vírus.

Hepatite B: a hepatite B também pode ser prevenida com vacinação. São três doses - 30 dias após a primeira e 180 dias após a segunda dose. Mas isso não garante a imunidade. Para ter certeza se adquiriu imunidade é preciso realizar um exame chamado Anti-HBS, que não é disponibilizado pela rede pública.

- A recomendação é, após tomar essas três doses, realizar o exame 30 dias depois da terceira dose, e caso não tenha adquirido imunidade é preciso repetir o esquema e tomar novamente as três doses e repetir o exame. Aí caso não tenha adquiro imunidade, ela não vai imunizar – comenta a enfermeira Lisete Breier.

Nesse caso, é preciso se atentar mais para medidas comportamentais que evitam a doença. Conforme explica a médica Carine Kolling, a hepatite B é transmitida, principalmente, pela via sexual. É preciso também evitar o compartilhamento de objetos que possam causar lesões e micro lesões, como lâminas, escovas de dente e objetos de manicure. Neste caso existe também a transmissão da mãe para o bebê, no momento do parto. Esses bebês recebem uma vacina logo após nascerem e mais uma medicação especial para prevenir que tenham a doença.

- Na maior parte dos casos a gente consegue curar ela espontaneamente, mas nos casos que se tornam crônicos também existe tratamento especifico com remédios, é um tratamento longo que vai diminuir muito o risco de ela transmitir a doença. A partir do momento que o tratamento é eficaz e o vírus fica circulando numa pequena quantidade apenas e também livra o fígado dessa inflamação crônica – destaca a médica.

Hepatite C: para a hepatite C não há vacina para prevenir. A hepatite C é transmitida principalmente por sangue, também com o compartilhamento de objetos, procedimentos cirúrgicos, agulhas e também pode ocorrer a contaminação da mãe para o bebê e, neste caso, não há medicação específica para prevenir. Nos casos em que a mãe tem hepatite C, a criança precisa passar por exames após os 18 meses de vida e, caso tenha sido contaminada, precisa passar por tratamento.

Segundo Carine, a doença pode se tornar crônica na maior parte dos casos. Uma vez crônica, em geral, a pessoa não sente nada e se ela não faz o exame, não fica sabendo e não faz o tratamento. Dessa forma o fígado vai sofrer uma inflamação crônica e evoluir para fibrose, cirrose ou câncer de fígado. Ela é a principal causa de transplante de fígado no Brasil e é a que tem maior mortalidade.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, no país, mais de 70% das mortes por hepatites virais são decorrentes da hepatite C, seguido da hepatite B (21,8%) e A (1,7%). Para todos os tipos de hepatites o Sistema Único de Saúde oferece tratamento gratuito.

*Com informações da Dive


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