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Agricultura, Geral - 18 Jun 2018 09:30

Começa o vazio sanitário da soja em SC para proteger plantações da ferrugem asiática

Por: Aline Tonello
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Começa o vazio sanitário da soja em SC para proteger plantações da ferrugem asiática (Foto: Arquivo/Secom)

No período de 15 de junho a 15 de setembro, é proibido ter plantas de soja em crescimento nas lavouras catarinenses. O vazio sanitário da soja surgiu para proteger as plantações de Santa Catarina da ferrugem asiática. Para que seja respeitado o vazio sanitário, a Portaria proíbe a semeadura de soja no período de 11 de fevereiro até 14 de setembro de cada ano em Santa Catarina.

Cada Estado do país pode estabelecer o período mais adequado para o vazio sanitário, de acordo com suas condições climáticas. O secretário da Agricultura e da Pesca, Airton Spies, explica que, no caso de Santa Catarina, o frio intenso que ocorre no inverno nas regiões produtoras de soja, normalmente, já elimina todas as plantas de soja vivas, que são queimadas pela geada. Se isso não ocorrer, é necessário o controle químico por meio de dessecação com herbicidas.

- A geada já está fazendo uma faxina em nossos campos, então na maioria do Estado já não há mais soja em crescimento. Mas nos locais onde não houver a dessecação pelo frio, o produtor deve aplicar herbicidas para evitar que as plantas transmitam a ferrugem asiática para o próximo plantio - ressalta.

Segundo o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática da Soja, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), no período de vazio sanitário não deve haver soja em estado vegetativo para que o fungo, que causa a ferrugem asiática, e seus esporos não consigam sobreviver e contaminar o próximo plantio. O vazio sanitário de Santa Catarina foi estabelecido pela Portaria nº 18/2017.

Soja em Santa Catarina
A produção de soja vem ganhando cada vez mais espaço em Santa Catarina e ocupando as áreas antes destinadas ao plantio de milho, pastagens e fruticultura. A área plantada no estado chegou a 703,2 mil hectares nesta safra e a expectativa é de uma colheita recorde de 2,44 milhões de toneladas.

A soja é também importante na pauta de exportações catarinenses. O produto respondeu por 9,7% de tudo o que o estado exportou em 2017 e, de janeiro a novembro do último ano, foram embarcadas 1,8 milhão de toneladas do grão – 17,9% a mais do que em 2016.

Em cinco anos, as exportações catarinenses do complexo soja aumentaram 116%. Passando de 874,3 mil toneladas em 2012 para 1,8 milhão de toneladas em 2017 e faturando US$ 745,7 milhões. Os principais destinos das exportações são China, Rússia, Coreia do Sul e Tailândia. (Governo de SC)


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