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Tornado em Xanxerê, Comunidade, Social - 06 Jul 2017 15:58

CPI do Tornado: comissão constata irregularidades e pede mais prazo

Por: Aline Tonello
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CPI do Tornado: comissão constata irregularidades e pede mais prazo (Foto: Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê)

Membros da CPI do Tornado encaminharam na quarta-feira (5), um pedido de prorrogação do prazo de finalização da investigação ao presidente da Câmara, Adriano De Martini. Isso porque, conforme o presidente da CPI, vereador Vilson Piccoli, já foram constatadas diversas irregularidades que precisam ser confirmadas antes do processo seguir para o relator do caso, João Paulo Meneghati.

O presidente da Casa Legislativa informou que estuda o pedido da comissão e que deve aprovar, através de resolução, a prorrogação da investigação da CPI do Tornado para mais 90 dias, e que a publicação oficial da decisão deve ocorrer entre esta quinta e sexta-feira. Enquanto isso, a CPI, da qual também faz parte como membro o vereador Ricardo Lira da Costa, realizou uma coletiva de imprensa para dar um parecer do que foi constatado até o momento.

- Pedimos a prorrogação de mais três meses para a conclusão da CPI em virtude de algumas irregularidades encontradas e alguns pedidos a órgãos públicos e que demoraram a chegar nas nossas mãos. Além disso, precisamos fazer uma comprovação ou não dessas irregularidades e pedimos novas informações a Prefeitura. Os documentos iniciais encaminhados constavam o nome das pessoas que receberam doações, o que receberam e a quantidade. Como houve algumas diferenças entre esses dados, solicitamos novamente que a Prefeitura nos remeta o documento físico o qual as pessoas assinaram o recebimento porque tem gente que está na lista e diz que não recebeu nada – explica Piccoli.

Conforme a comissão, algumas das irregularidades apontadas até o momento dizem respeito às residências que foram contempladas com até três vezes a quantidade de materiais pelo fato de existir cadastro para mais de um membro e todos receberam as doações. Outras famílias contempladas moram distante do local onde passou o tornado e não deveriam ter recebido ajuda. Há ainda residências que foram contempladas com número de material superior ao tamanho da estrutura na época da passagem do tornado. Com relação às denúncias, 80% se transformaram em reclamações de pessoas que não foram atendidas.

- Além disso, ocorreu um furto de notas fiscais no Parque da Femi na época durante a distribuição de doações. Foi registrado boletim de ocorrência desse fato, quando foi levada a pasta que continha as notas fiscais das doações recebidas até o momento do furto. Mas mesmo sem essas notas fiscais percebemos uma inconsistência muito grande entre o material que foi recebido e o que foi doado. Não existe depósito desses materiais que estariam sobrando em poder da prefeitura. Também teve caminhões que chegaram para descarregar, deixaram a nota fiscal e depois não voltaram deixar a carga, então tem muita coisa para ser verificada – informa o presidente da CPI.

A comissão ouviu 20 pessoas in loco e outras seis durante oitivas realizadas nas dependências da Câmara de Vereadores. Há previsão de que sejam ouvidas ainda cerca de sete pessoas nos próximos dias. Com a finalização da investigação, o processo passa para as mãos do vereador João Paulo Meneghati, que vai analisar todos os dados, apresentar à população e encaminhar ao Ministério Público se houver necessidade.

- As investigações estão acontecendo, as oitivas estão acontecendo, muitas coisas foram relatadas durante esse tempo. Algumas quantidades de materiais foram doadas e o número distribuído é muito inferior e não aparece onde estão as sobras. Os relatórios não estão batendo com notas encaminhadas e por isso nós pedimos mais informações para a Prefeitura. A discrepância é muito grande que, no decorrer desses relatórios, a gente nota que tentaram fazer com que fechasse a conta e tem residências que receberam uma quantidade enorme de materiais, numa dessa foi só para fechar o montante e, infelizmente, a gente precisa investigar tudo isso, então por isso a gente pediu mais prazo – frisou João Paulo.

A CPI do Tornado foi instaurada com o objetivo de esclarecer para toda a população o que ocorreu com as doações do tornado, de que forma foram feitos o recebimento e a distribuição dos materiais. No caso das pessoas atingidas e que alegam não terem recebido ajuda, a comissão destaca que todos vão ser orientados sobre seus direitos e como devem proceder. 

- Na conta bancária das doações existe um valor de R$ 40 mil. Apuramos de onde veio esse dinheiro que está sobrando e vamos colocar no relatório porque tem gente que não foi atendido e tem dinheiro, porque a demora no repasse do dinheiro a ponto de termos um volume alto de receita com juros por esse recurso ter ficado parado na conta. Então isso a gente vai também esclarecer e vamos dizer para as pessoas procurarem seus direitos porque existe esse valor lá – finaliza Piccoli.

Esclarecimento

Em abril deste ano o vereador Wilson Martins dos Santos levou para uma sessão da Câmara a denúncia de que uma casa no Bairro Colatto estaria abrigando materiais remanescentes das doações do tornado. Na época, a Prefeitura Municipal já havia encaminhado uma nota esclarecendo que restavam ainda no depósito “algumas telhas oriundas de doações de entidades, feitas diretamente à Secretaria de Educação que teve escolas atingidas pelo tornado, em 2015 e foram utilizadas para substituir as danificadas pelo forte vento nas escolas Monteiro Lobato (Bairro Pinheiro), São Jorge (Bairro São Jorge) e Nery Giachini (Bairro João Winckler)”. Nesta quinta-feira (6), a CPI do Tornado confirmou a informação, descartou a denúncia e declarou o caso como resolvido.


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