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Comunidade, Saúde, Verão - 11 Dez 2018 13:52

Dezembro Laranja: lesões, manchas e pintas podem ser sinal de câncer de pele

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil, mas a detecção precoce aumenta as chances de cura em mais de 90%
Por: Francieli Corrêa
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Dezembro Laranja: lesões, manchas e pintas podem ser sinal de câncer de pele Dra. Luciana Gauer - Dermatologista de Xanxerê (Foto: Francieli Corrêa/Tudo Sobre Xanxerê)

O câncer de pele representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no Brasil, sendo o mais incidente. Para este ano a estimativa do Instituto Nacional de Câncer (INCA) era de que mais de 170 mil novos casos fossem descobertos e registrados pelo instituto. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) iniciou, em 2014, um movimento de combate ao câncer da pele batizado de “Dezembro Laranja”, com o intuito de conscientizar e orientar a população na prevenção e no diagnóstico ao câncer da pele. Em 2018, o tema da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer da Pele é “Se exponha, mas não se queime”.

Segundo a dermatologista Dra. Luciana Gauer, são três os tipos de cânceres mais frequentes: o carcinoma espinocelular (relacionado à exposição solar contínua e cumulativa), o carcinoma basocelular (mais comum e menos agressivo) e o melanoma, sendo este último o mais agressivo, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos), mais frequente em adultos brancos e corresponde a apenas 3% dos cânceres que atingem o órgão, no entanto é o que mais mata.

Segundo a dermatologista, o melanoma pode aparecer em pessoas mais jovens, na faixa etária dos 30 anos, e apesar de ser o mais agressivo, se diagnosticado precocemente a chance de cura chega a 90%, assim como nos demais tipos de câncer de pele. Por isso, a avaliação frequente é essencial para descobrir a doença cedo e poder tratá-la a tempo.

- O melanoma geralmente aparece como uma mancha escura na pele, ele é o mais agressivo deles, porque causa metástase com muita precocidade. Às vezes não precisa ter uma lesão muito grande na pele e já está por dentro do corpo. É essencial no melanoma um diagnóstico precoce, é por isso que na grande parte das campanhas de pele se fala em pintinha escura, pintinha que se modificou. Porque tem muita gente que acha que uma pintinha que tem desde o nascimento não pode virar um melanoma e, infelizmente, pode. Qualquer pintinha que tenha pigmento pode virar melanoma, já que o melanoma é uma manifestação maligna do melanócito, que é a célula que produz o pigmento da pele - explica a médica.

Ele também pode se apresentar uma pinta sem cor ou vermelha que começa a crescer e pode sangrar ou não (melanoma melanótico). Ainda segundo a dermatologista, os cânceres de pele são assintomáticos no início e a maior parte dos diagnósticos é feita através do exame físico.

Carcinoma espinocelular: é relacionado à exposição solar contínua e cumulativa, pode aparecer como uma ferida que não cicatriza ou pode aparecer como lesões que deixam a pele endurecida. É considerado de malignidade intermediária, porque precocemente não dá metátese. No entanto, se não for tratado adequadamente pode virar metátese em longo prazo e até levar à morte. Geralmente atinge pessoas acima dos 40 anos, mas existem exceções.

Carcinoma basocelular: é considerado de malignidade local, porque geralmente não dá metástase. São os de maior proporção, são operáveis e curáveis. O mais grave é quando estão muito grandes ou estão em lugares inoperáveis ou em pessoas que não têm condições cirúrgicas. Neste, o maior problema é a destruição local da pele. Pode se apresentar de várias formas, como uma espinha, uma ferida que não cicatriza, uma mancha descamante, pele mais endurecida, uma ferida que aparece e se aprofunda rapidamente (de agressão rápida), e o pigmentado (parecido com o melanoma). Geralmente atinge pessoas acima dos 40 anos, mas existem exceções.

Prevenção e tratamento
Segundo a dermatologista, com o diagnóstico precoce, todos os casos de câncer de pele têm chance de cura. Eles podem se apresentar de várias formas e é preciso ficar atento a tudo que aparece de diferente na pele, fazer o autoexame e visitar um dermatologista pelo menos uma vez ao ano para uma avaliação geral. Além dos cuidados diários, que inclui o uso do protetor solar e outras formas de proteção física, é importante evitar a exposição ao sol solar entre às 10h e às 16h e se hidratar com líquidos como água, sucos naturais e água de coco.

Algumas pessoas são mais propensas a desenvolver algum tipo de câncer de pele e devem ficar mais atentas, como as que têm pele e olhos claros, cabelos ruivos e sardas, pessoas que tiveram muita exposição ao sol durante a vida ou tiveram queimaduras solar e, também, as que têm histórico familiar.

- O sol é o maior fator desencadeante do câncer de pele. Isso é tão difícil ainda para a população entender que o efeito do sol é cumulativo. Então, aquele sol que a gente pega desde a infância, ele vai acumular na pele e vai aparecer ao longo dos anos. A área exposta é mais atrófica, mais fina, enrugada, manchada e menos hidratada. Isso nos traz preocupação, porque a gente sabe que é uma pele que foi mais prejudicada ao longo dos anos e dai entra uma pré-disposição pessoal para ter câncer de pele nesse local, podem ir aparecendo cânceres de pele que, infelizmente, para algumas pessoas não são únicos. Então, se a pessoa já teve câncer de pele, tem uma chance maior de ter outros com o passar dos anos – explicou a dermatologista.

Ainda de acordo com a Dra. Luciana, a maior parte das pessoas procura um especialista quando já tem alguma lesão, porém o número de pessoas que procuram o consultório para fazer exames de rotina tem aumentado, o que aumenta as chances de detecção precoce e consequentemente o sucesso do tratamento. Apenas no consultório da dermatologista, cerca de 80 novos casos de câncer de pele são notificados anualmente.

(Imagem: Ministério da saúde)


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