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Comunidade, Social - 17 Mai 2017 15:05

Dia de Combate à LGBTfobia alerta para aumento de assassinatos

O Brasil ocupa o 1º lugar em homicídios nas Américas, com 340 mortes por motivação homofóbica em 2016
Por: Aline Tonello
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Dia de Combate à LGBTfobia alerta para aumento de assassinatos (Foto: Reprodução/Facebook)

No dia 17 de maio de 1990 a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Dois anos depois a data foi instituída como Dia Internacional de Combate à LGBTfobia. Nesta quarta-feira (17) é possível acompanhar pela imprensa e redes sociais o debate sobre o assunto, que veio acompanhado de um dado alarmante: a cada 25 horas uma lésbica, gay, bissexual ou transexual (LGBT) é assassinado no Brasil por causa de sua orientação sexual. Só nos primeiros quatro meses deste ano, foram registradas 117 mortes.

A informação foi divulgada pelo Grupo Gay da Bahia (GGB). E, de acordo com a Associação de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (Ilga), o Brasil ocupa o primeiro lugar em homicídios nas Américas, com 340 mortes por motivação homofóbica em 2016, estimando-se que 144 desses homicídios sejam de travestis e transexuais. Para o presidente da UNA LGBT de Xanxerê, Mario Antônio Harres Filho, a data é importante para refletir e discutir sobre o tema, mostrando que o preconceito está enraizado em situações do dia a dia que, muitas vezes, não é percebido.

- O interessante desse dia é justamente a parada para pensar sobre o tipo de sociedade que queremos. A gente não faz movimento LGBT para ter direito a casamento igualitário ou poder adotar, etc. A gente faz movimento LGBT porque a gente quer política pública para que a taxa de expectativa de vida de travestis e transexuais, que é de 32 anos, aumente e não decaia, como nos últimos três anos, por exemplo. Junto com esse dado de que o nossos país é o que mais mata travestis e transexuais, também é o que mais consome pornografia gay, lésbica, com travestis e transexuais. Consome, mas condena? É uma contradição que leva a outra grande reflexão – expõe Mario.

LGBTs sempre estiveram presentes na sociedade sofrendo preconceito, mas as situações acabam gerando repercussão quando os casos são de violência extrema, como o assassinato da travesti Dandara do Santos, de 42 anos, que foi espancada até a morte em Fortaleza em fevereiro desse ano e o vídeo das agressões circulou pelas redes sociais.

- As pessoas aqui no nosso município e região acabam tirando a legitimidade do movimento LGBT. Elas nos atacam dizendo que isso é frescura, que não precisamos nos preocupar porque não existe preconceito em Xanxerê, nos tratam como se a gente estivesse se fazendo de vítima, o que não é a realidade. Essa data é justamente para refletir essas coisas, para que entendam para que serve o movimento LGBT, que a gente quer viver como LGBT, exigir do governo políticas públicas para que esses direitos aconteçam. É aquela coisa, a gente pode cair, mas vai cair gritando – destaca o presidente da UNA de Xanxerê.

Segundo ele, 49 pessoas que residem e trabalham no município são filiadas a UNA, além dos que fazem parte e são da região da Amai. Dentre as ações estipuladas pela organização está a criação de um conselho municipal LGBT, o qual a UNA já está trabalhando para se tornar realidade.

- Agora que a gente começou a se mexer em relação a criação do conselho estamos sofrendo mais ataques, inclusive de pessoas dizendo que a UNA tem ideologia partidária, o que não ocorre porque o regimento e o estatuto deixam claro que a organização é apartidária. O que acontece aqui é que você pode ser LGBT, mas desde que for dentro de casa. A partir do momento que a gente sai para rua, que busca nossos direitos, que começa a incomodar, as pessoas começam a fazer de tudo para nos ofender e tirar a legitimidade dos nossos atos, e isso tem que mudar – finaliza Mario.

Ações
No dia 3 de junho a UNA vai realizar uma panfletagem no centro de Xanxerê para apresentar à comunidade a causa, o que é ser LGBT e suas ações. Já no dia 4 será feita uma reunião, que ainda não tem local definido, para falar sobre a UNA e a importância do movimento LGBT como movimento social. Depois, no dia 17 de junho, todos vão se reunir para participar da 2ª Parada De Luta LGBT Do Oeste Catarinense, que acontece em Chapecó.

Quem quiser acompanhar o trabalho da UNA LGBT de Xanxerê, buscar orientações, ajuda ou se filiar, pode entrar em contato com o grupo pela página no Facebook, clicando aqui.


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