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Agricultura, Comunidade, Economia, Negócios, Política - 04 Dez 2017 15:26

Documento aponta demandas para concretização da Rota do Milho

Por: Carol Debiasi
Visualizações: 795
Documento aponta demandas para concretização da Rota do Milho (Foto: MB Comunicação)

Um debate amplo e um documento com diversos apontamentos foram alguns dos resultados do I Fórum da Integração – Rota do Milho. O Fórum foi realizado em Chapecó durante o III Mercosul Cidadão, que reuniu, na semana passada, lideranças do Brasil, Paraguai e Argentina. O objetivo do evento foi ampliar a discussão sobre as oportunidades de complementaridade socioeconômica considerando o polo mundial de produção de proteína animal existente na região Oeste de SC e as possibilidades de geração de renda para os países vizinhos. Assim, o evento representou uma oportunidade para debater as soluções para o suprimento de grãos por meio da viabilização do transporte integrando Paraguai, Argentina e Santa Catarina.

As discussões foram concluídas na sexta-feira (1º) com a construção de um documento que apostou as principais demandas para fortalecer e viabilizar efetivamente a Rota do Milho. Os apontamentos passaram a integrar a “Carta de Chapecó”, que reúne a síntese de todos os grupos de trabalho do Mercosul Cidadão.

- A carta é, na verdade, a contextualização dos problemas e a colocação das intenções dos diferentes grupos a fim de resolvê-los. O documento é um alerta para os diferentes setores viabilizarem o que a sociedade quer - destacou o assessor executivo da Prefeitura de Chapecó, Nemésio Carlos da Silva.

As Agências de Desenvolvimento Regional (ADR) do Oeste se uniram para efetivamente viabilizar a Rota do Milho, criando uma comissão que irá trabalhar por uma agenda conjunta de ações para defender a efetivação desta Rota. A comissão é composta por representantes das ADRs de São Miguel do Oeste, Xanxerê e Dionísio Cerqueira, com a coordenação de Chapecó.

Com relação a “Carta de Chapecó”, o gerente da ADR Chapecó, Mauro Zandavalli, destacou que o documento assinado tem entre os objetivos agilizar o desembaraço aduaneiro e melhorar a infraestrutura e a logística.

- Com a viabilização da Rota estaremos protegendo o produtor por meio da manutenção da agroindústria. O trajeto representa um corredor de oportunidades - salientou.

Presente durante a elaboração do documento, a prefeita paraguaia Ninfa Gonzales, do município de Carlos Antonio Lopez, Departamento de Itapúa, ressaltou que a concretização da Rota facilitaria as exportações de grãos do País.

- Faz muita falta essa Rota, pois temos muita produção para colocar no mercado. O necessário, agora, é que o Mercosul se una, dê um empurrãozinho, para haver o avanço que é preciso nesse processo – destaca.


Rota do Milho
Os esforços para a concretização da Conexão Transfronteiriça – a nova Rota do Milho - representam uma vitoriosa articulação obtida com o envolvimento da executiva NFSC, do Fórum de Competitividade e Desenvolvimento para o Oeste de SC com o Bloco dos Prefeitos do Mercosul (BRIPAM),  Associações dos Municípios do Oeste de Santa Catarina, FACISC, FIESC, ACAV, Fecoagro, Assembleia Legislativa, Agências de Desenvolvimento Regional com apoio técnico do SEBRAE/SC, entre outros parceiros.  A primeira etapa conquistada foi a autorização da concessão da entrada do produto paraguaio pela Argentina, cujo fato foi consolidado, durante recente reunião realizada entre autoridades do Brasil, Argentina e Paraguai, em Encarnación, no Paraguai.

A Rota do Milho oportunizará a liberação de transporte através de balsas sobre o Rio Paraná, na localidade de Mayor Julio Otaño (Paraguai), Eldorado (Argentina), com entrada em Santa Catarina via Porto Seco de Bernardo de Irigoyen em Misiones (Argentina) e Dionísio Cerqueira (Santa Catarina - BR). Outra passagem entre São Pedro (Misiones/AR) e Paraíso (Santa Catarina) também possui ações em andamento para atender as demandas.

Todos os anos a agroindústria catarinense precisa importar entre 3 milhões e 3,5 milhões de toneladas de grãos porque a produção interna catarinense é insuficiente. O Estado é o oitavo produtor e o segundo maior consumidor. O milho disponível está em média a 2.000 quilômetros de distância, no centro-oeste brasileiro. Entretanto, se as ações de integração fronteiriça forem implementadas, esse insumo pode ser obtido no Paraguai, país que faz divisa com o território catarinense.

O Paraguai possui 11 portos fluviais no rio Paraná. A província de Misiones (Argentina) estrutura um porto na capital provincial Posadas e uma ponte em Eldorado na divisa Argentina/Paraguai. Com essa conexão construída, o milho do Paraguai estará a apenas 130 quilômetros da fronteira com Santa Catarina pelo trajeto Paraguai/Rio Paraná/Eldorado até Dionísio Cerqueira (SC) ou Paraíso (SC). Da fronteira até o maior polo da agroindústria (Chapecó) a distância é de apenas 190 quilômetros. (Com informações MB Comunicação)

Casarão


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