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Agricultura, Comunidade - 02 Ago 2018 10:28

E-Origem: rastreabilidade dos alimentos do plantio às prateleiras

Por: Francieli Corrêa
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E-Origem: rastreabilidade dos alimentos do plantio às prateleiras (Foto: Divulgação)

Lançado em 2017, o e-Origem é um programa desenvolvido pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (SAR), juntamente com a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) e a Epagri, que está em fase de implementação nas propriedades dos agricultores catarinenses. O programa surgiu de debates intensos entre órgãos como a Cidasc, Epagri, Vigilância Sanitária e Ministério Público para buscar uma eficaz rastreabilidade das frutas e hortaliças in natura ou minimamente processadas que chegam às prateleiras dos supermercados.

Segundo o gestor do departamento regional de Xanxerê da Cidasc, Volmir Frandoloso, foi observada, através de análises realizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da própria Cidasc, a existência de inconformidade de agrotóxicos nesses alimentos. Ainda segundo ele, constatou-se que só através das análises não haveria uma melhora eficaz na qualidade dos produtos e, com isso, gerou-se o programa e-Origem, para que, além de fazer as análises, também se possa ter um conjunto de ações que minimize os efeitos do uso de agrotóxicos que, ou não são recomendados ou estão sendo utilizados em quantidade acima do permitido pela Anvisa.

- O e-Origem garante que possa haver um acompanhamento de caderno do que está sendo utilizado no cultivo. Desde o agrotóxico, a dosagem utilizada e se é o produto recomendado para aquele cultivo. O produtor vai adotar um caderno de campo e nele fará todas as anotações dos tratos culturais que ele está utilizando lá na propriedade. E nós acompanhamos e fiscalizamos essas propriedades que tem o cadastro com nós. Além disso, o consumidor também terá acesso a todos esses dados, através de um sistema de QR Code e pode, inclusive, visitar a propriedade - destaca Volmir.

O e-Origem funciona da seguinte maneira: todos os produtos in natura ou minimamente processados precisam ter o código QR Code, que é gerado com o cadastro que o produtor vai realizar na Cidasc. Através desse código, o consumidor pode acionar com o celular e saber todas as informações a respeito do produto, desde os produtos utilizados no cultivo até a localização da propriedade, além de qual é o sistema de produção, se é orgânico ou convencional e o sistema de manejo. Inclusive o consumidor pode ir visitar a propriedade e conhecer o sistema de produção.

Aqui de Xanxerê e região, as propriedades estão sendo visitadas e o cadastro é oferecido. Segundo Volmir, aderir ao programa é uma ação voluntária e essencial para criar uma relação mais transparente entre o produtor e o consumidor, que garante a segurança do que chega ao mercado. Quem quiser se cadastrar ou ter mais informações de como funciona o programa, pode procurar a Cidasc ou a Epagri de Xanxerê.


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