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Comunidade, Xanxerenses pelo Mundo - 23 Nov 2015 14:00

“Rezo para que o conflito se resolva”, diz xanxerense que está na França

Estudante Bruna Piaseski comenta como está o clima no país após os atentados
Por: Leticia Faria
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“Rezo para que o conflito se resolva”, diz xanxerense que está na França runa está há quatro meses na França e distante 700 km do local dos atentados (Foto: Arquivo Pessoal)

A França declarou guerra contra o terrorismo e recebeu apoio de outros presidentes. O clima já não é mais o mesmo na famosa Paris e, lá da França, a xanxerense Bruna Piaseski está acompanhando tudo e afirma acreditar no ser humano para que se preserve o máximo de vidas possíveis e que o terror acabe em breve. Bruna está há quatro meses estudando na pequena cidade de Albi, no Sul da França, distante 700 km de Paris.

Sobre os atentados, ela ficou sabendo por meio de um amigo e diz não ter imaginado a proporção que aquilo tudo tomaria. Após ficar a par das mortes, através dos meios de comunicação, tranquilizou a família e continuou focada nos estudos. Só prevendo um retorno a cidade natal caso a situação fique mais tensa.

- Não pensei em voltar ao Brasil, porque acredito não ser necessário ainda. Quero primeiramente ver como este conflito vai se desenvolver e, caso tenham ataques muito frequentes, então pensarei em voltar ao Brasil, o que acredito e espero que não aconteça – disse, em entrevista ao jornal Folha Regional, publicado nesta segunda-feira (23).


Estudo através do Ciência sem Fronteiras
Bruna está na França através do programa Ciência sem Fronteiras.

- Estou dando continuidade à minha faculdade durante um ano. No Brasil, faço Engenharia Sanitária e Ambiental na UFSC. Aqui, estudo numa universidade chamada Ecole des Mines, que é como se fosse uma escola específica na qual só é ensinado engenharia - contou à reportagem pelas redes sociais.


O clima no país
Ela conta que o clina aos atentado ainda é tenso, já que há inúmeras amaçadas de novos ataques por parte dos terroristas e, consequentemente, por isso não há como deixar de estar preocupada.

- Conversei com alguns franceses que estudam comigo e como aqui tem estudantes de várias cidades da França, inclusive de Paris, quase todo mundo conhece alguém que estava perto dos ataques no momento em que eles ocorreram. Foi algo que esteve próximo das pessoas e chocou bastante. Porém, todas as atividades continuaram normalmente e a única coisa que podemos fazer agora é tomar cuidado com os lugares em que vamos e estar sempre atentos às notícias - disse.

A xanxerense se impressionou com a solidariedade dos franceses diante das mortes.

- Acredito que os brasileiros têm a aprender um pouco com isso. Houveram inúmeras homenagens na cidade, na universidade, na televisão, redes sociais, etc., em respeito às vítimas dos atentados e a seus familiares. O que pude perceber é que o país realmente se une e oferece todo seu apoio quando uma tragédia assim acontece – avalia.

Depois da onda de ataques, mortes e busca pelos terroristas, não tem como o medo não pairar pelo país.

- Agora só fica aquele receio de viajar e ir a eventos grandes, que tenham muitas pessoas, por medo de um ataque. No entanto, por mais que o clima seja de tensão, acredito que a humanidade já evoluiu bastante quanto a essa questão de guerra e violência e por isso espero e rezo para que esse conflito se resolva logo, com o mínimo de vítimas possível, tanto aqui na Europa quanto no Oriente Médio. E enquanto a gente espera e reza, devemos ter claro em mente que todos podemos fazer nossa parte em relação a essa situação, promovendo a paz ao invés do ódio nos acontecimentos corriqueiros de nosso dia a dia -  finalizou a estudante.


Dez dias da tragédia
Explosões ocorreram próximo ao Stade de France, em Paris, na noite da sexta-feira (13), durante um jogo entre as seleções da França e Alemanha. Além disso, três tiroteios simultâneos – entre eles um ataque à casa de show Bataclan – deixaram 112 mortos, segundo a Prefeitura de Paris. Dezenas de pessoas ficaram feridas em outros pontos da cidade, segundo a polícia parisiense.

O presidente francês, François Hollande, afirmou em declaração em rede nacional que está declarado estado de emergência em toda a França e que as fronteiras serão fechadas.
O mentor dos ataques, o belga Abdelhamid Abaaoud morreu durante operações da polícia francesa em Saint-Denis na quarta-feira (18) – seu corpo foi encontrado dentro do apartamento onde ocorreu a ação. No local, estava entrincheirado um grupo de jihadistas. Abaaoud estava crivado de balas e foi identificado graças às impressões digitais. (fonte: G1)


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