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Xanxerenses pelo Mundo - 30 Ago 2013 13:32

Estudante xanxerense retorna ao Brasil após um ano nos Estados Unidos

Larissa Chioquetta Lorenset é estudante de medicina e foi para o exterior através do programa Ciência sem Fronteira
Por: Leticia Faria
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Estudante xanxerense retorna ao Brasil após um ano nos Estados Unidos Larissa esteve por um ano nos Estados Unidos e agora conta sua experiência no exterior (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)

A jovem xanxerense, Larissa Chioquetta Lorenset, estudante de medicina da UFGD – Universidade Federal da Grande Dourados -, estudou um ano nos Estados Unidos com bolsa do programa Ciências sem Fronteiras, do Governo Federal: a graduação-sanduíche incentiva estudantes brasileiros a participarem de mobilidade internacional em centros de excelência no exterior, oportunidade que antes era mais frequente para mestrandos e doutorandos.

De acordo com a divulgação oficial, este programa visa promover a expansão e a consolidação da ciência, tecnologia e inovação no Brasil. O critério de seleção primordial é o desempenho acadêmico e uma das etapas da seleção requer o domínio de língua estrangeira.

Larissa permaneceu nos EUA de agosto de 2012 a agosto de 2013. Os locais de intercâmbio foram Saint Louis University e Yale University.

- Decidi participar do Ciência sem Fronteiras porque é um grande desafio, e desafios nos fazem amadurecer e crescer, tanto no aspecto pessoal, como no profissional. Também para buscar novas fronteiras, experimentar uma cultura diferente, viver em um país desenvolvido, realmente “sentir na pele” outro método de educação – comenta.

A estudante de medicina comenta ainda que o programa é uma oportunidade maravilhosa.

- Ter um intercâmbio de um ano com todas as despesas pagas pelo governo Federal, aos meus olhos, é uma chance única. Desde que soube do programa, fiquei muito inclinada a participar e felizmente todo o processo foi bem sucedido – garante.


As vantagens de participar do programa
Com o programa, Larissa elenca as vantagens de participar, entre elas contato para retornar ao país no futuro para uma especialização ou fellow, além do engrandecimento do currículo, o que no caso de medicina, conta pontos na prova de residência, além da experiência da vida, vantagem de maior peso.

- Entretanto, não é fácil ficar longe da família, amigos e terra natal por tanto tempo, mas a saudade foi facilmente manejada com os tantos meios de comunicação que temos hoje – conta.

Larissa lembra que a língua estrangeira não foi obstáculo para sua seleção no programa ou para a vivência na universidade.

- Desde cedo fui estimulada a estudar outras línguas, portanto, tenho contato com o Inglês há bastante tempo. Sim, tive que aprender muitos termos técnicos e novas palavras, mas a língua nunca foi grande obstáculo na Universidade – revela.


A experiência nas universidades
A xanxerense estuda medicina na Universidade Federal da Grande Dourados (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)A xanxerense estuda medicina na Universidade Federal da Grande Dourados (Foto: Divulgação/Arquivo Pessoal)


Larissa estudou nas universidades Yale e Saint Louis. Lá, segundo ele, havia muitos alunos de outros países também.

- Morei com uma chinesa e duas descendentes de indianos. Tive aulas com muitos estrangeiros (Líbano, Índia, Taiwan, Espanha, China, Guatemala) no semestre que cursei de undergraduate, mas na Medical School (específica de Medicina) a predominância era de americanos – comenta.


O ensino nos Estados Unidos
Quanto às diferenças no método de ensino do Brasil, Larissa conta que no início foram gritantes.

- Pouquíssimo tempo de aula teórica comparado ao Brasil, mas muito mais atividades e exercícios em casa; muitos trabalhos em grupo; muitas discussões nas aulas, os professores pedem nossa opinião, incitam a participar, as aulas não são somente expositivas. Em geral, achei que as provas são mais fáceis: tive provas com consulta e até mesmo provas online. E todas as disciplinas que cursei foram realmente muito organizadas, pois na 1ª aula já recebíamos o plano de ensino, além de os professores disponibilizam todo o material no início do semestre em um portal online. A quantidade de leitura requerida foi aproximadamente a mesma, mas nos pedem para ler muitos artigos científicos. Na School of Medicine tive aula com o professor que escreveu a literatura indicada, o que fez muita diferença na hora de estudar – lembra.


Trabalhos voluntários
Dentre tantas atividades desenvolvidas nos Estados Unidos, além dos estudos, Larissa conta que efetuou trabalho voluntário em um laboratório dirigido por uma neonatologista, na área de imunologia.

- Durante o summer (período de estágio que fazia parte da bolsa), de maio a agosto estive desenvolvendo pesquisa voluntária na Yale University, (New Haven, Connecticut), no Departamento de Cirurgia. Yale está entre as dez melhores universidades dos Estados Unidos, além de ser uma das Ivy Leagues, que é um grupo de excelência acadêmica. Foi muito bom estagiar nesses laboratórios, porque tive contato com tecnologias de ponta, aparelhos avançados, pessoal técnico muito bem qualificado e fiz pesquisa objetivando novas descobertas. Poder contribuir com alguma descoberta na área médica é muito empolgante. Penso que não teria uma oportunidade assim na UFGD – aponta.


Xanxerense avalia o programa Ciência sem Fronteiras
Larissa destaca que levar o nome de Xanxerê e da universidade que estudo no Brasil para fora foi um orgulho, mas também uma responsabilidade.

- Hoje, olho para o Brasil sob nova perspectiva, valorizo aspectos culturais que antes não considerava importantes, vislumbro possibilidades de melhora não só na minha área de trabalho, mas no país como um todo, pois aplicarei o melhor do que vi e vivi nos EUA em nossa terra natal. Deste intercâmbio, fica o aprendizado de que todo e qualquer esforço no estudo e na educação são essências para novas oportunidades, para a realização profissional e pessoal, e para a ampliação de horizontes. Estudar nunca é de mais, e sim demais – finaliza a estudante, de volta a Brasil.


Conheça o programa Ciência sem Fronteiras
De acordo com o site do programa (veja aqui) o Ciência sem Fronteiras prevê a utilização de bolsas para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Busca ainda atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

As chamadas são financiadas com recursos da CAPES, do CNPq e de empresas parceiras.


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