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Comunidade, Cultura, Religião - 12 Out 2018 08:59

“Eu creio nela e na força dela”, diz devota de Nossa Senhora Aparecida

A Romaria de Nossa Senhora Aparecida, que iniciou na carroceria de um caminhão, hoje já reúne sete mil pessoas
Por: Aline Tonello
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“Eu creio nela e na força dela”, diz devota de Nossa Senhora Aparecida (Foto: Folha Regional)

Dona Marlene Merisio Cralh, 70 anos, lembra bem de como iniciou a história da Romaria de Nossa Senhora Aparecida, realizada há 23 anos no bairro com nome em sua honra. A lembrança é fresca, pois ela faz parte e é uma das idealizadoras deste encontro de fé que segue até hoje reunindo milhares de romeiros de toda região.

Marlene mora no bairro há 45 anos e foi em uma conversa com Osvaldo Sette que também morava no local que chegaram a conclusão de que no espaço físico da comunidade caberia algo a mais, além das “festinhas comuns”, como ela diz. Foi assim que surgiu a ideia da Romaria.

- Conversamos com os conselheiros da comunidade na época e fizemos a primeira romaria que foi filmada e transmitida pela RCE da época, fato que gerou muitos comentários, pois 24 anos atrás ter uma transmissão aqui era uma grandiosidade. A missa foi realizada em cima da carroceria de um caminhão que seu Menegolla, da Trukan, nos emprestou - lembra.

Mas nem tudo era fácil, Marlene lembra que a igreja no inicio não os apoiava muito, por medo de se criar um fanatismo, mas aos poucos foram mostrando a grandiosidade da ação.

- No começo a igreja estava preocupada, pois não queria que aqui se torna-se um centro de fanatismo, que se corre o risco, dentro da fé, então sempre nos acompanharam mas de forma restrita. Agora o novo vigário nos apoiou, viu que o bairro comporta e que é uma necessidade - disse.

Com as raízes no bairro, Marlene mora bem próximo a igreja, terras onde seu pai, já falecido morava. E tem na santa um alento para as horas difíceis.

- Venho de família católica, com raízes na fé, sempre estamos acompanhando e meu pai já morava aqui. Estamos sempre por perto tentando ajudar no que precisa. Tenho uma devoção muito grande por ela, porque na hora das dificuldades, que são muitas, é um socorro que temos, pois acreditamos. Até a bíblia diz que “feliz é aquele que crê, mesmo sem ver”, então eu creio nela e na foça dela. A vida já me ensinou nas dificuldades que sempre que a procura, encontra um afago e esperança - afirma.

Para a ministra Nilce Debona, 60 anos os últimos dias têm sido de muitas bênçãos e alegrias, este ano coordenou pela primeira vez a novena, realizada por nove dias antecedendo a romaria. Ela que mora no bairro há 41 vê a santa como uma mãe.

- Ela representa uma mãe pra mim, a mãe de Jesus. Que sofreu e entregou o filho para nos salvar. Ela nos cobre com seu manto, representando todas as mães e mulheres - destaca. (Folha Regional)


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