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Saúde - 12 Fev 2019 08:11

Exame confirma morte de bebê por meningite em Xanxerê

Por: Aline Tonello
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Exame confirma morte de bebê por meningite em Xanxerê (Foto: Arquivo/HRSP)

No final de janeiro um bebê de dois meses, que morava em Ponte Serrada, morreu no Hospital Regional São Paulo (HRSP) de Xanxerê. A suspeita era de que o menino foi a óbito devido a complicações decorrentes de meningite. Na época, foi realizada a coleta de material para exame e encaminhado ao Laboratório Central do Estado (Lacen) que, na última semana, confirmou que esse foi o primeiro caso de morte por meningite na área de abrangência da Gerência Regional de Saúde de Xanxerê em 2019.

Segundo a enfermeira da Gerência Regional de Saúde de Xanxerê, Daniela Volpato, o menino morreu em decorrência de uma meningite bacteriana e que se trata de um caso isolado.

- O exame deu positivo, foi uma meningite bacteriana, porém que não causa surto. Todas as medidas preventivas e de controle já foram tomadas. A população não precisa se preocupar porque é uma bactéria que não dá surto, e o que levou a criança à morte é que ele era um bebê com imunidade ainda não formada para resistir a uma meningite – explica a enfermeira.

Ainda conforme Daniela, esse é o único caso confirmado até o momento na Regional, sendo que também não surgiram outros casos suspeitos.

A doença
Em 2018, conforme o último boletim divulgado pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica de SC (Dive/SC), foram confirmados 89 casos de doença meningogócica no Estado sendo que 16 pessoas morreram. Na Regional de Xanxerê, um caso foi registrado em Xaxim em agosto e não evoluiu para óbito. Ainda conforme o boletim da Dive/SC, em 2018 29,2% dos casos acometeram pessoas maiores de 30 anos e a letalidade da doença se apresentou maior na faixa etária de menores de 1 ano, com uma taxa de 40%. Casos de meningite podem ser considerados raros e a possibilidade da ocorrência de casos graves com alta letalidade ou pelo seu potencial epidêmico acaba causando apreensão na população.

Causada pela bactéria Neisseria meningitidis (meningococo), é classificada em 12 sorogrupos. Os sorogrupos A, B, C, Y, W e X são responsáveis por praticamente todos os casos da doença no mundo e infectam apenas humanos. Como fatores de risco para o adoecimento, estão descritos o contato íntimo com paciente doente, a infecção respiratória aguda recente, o hábito de fumar, o convívio em aglomerados urbanos, as doenças crônicas e as síndromes imunossupressivas.

A meningite é um processo inflamatório das meninges (membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal), o qual pode ser causado por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, parasitas e fungos, ou também por processos não infecciosos. No Brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica. Desse modo, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, com a ocorrência de surtos e epidemias ocasionais, sendo mais comum a ocorrência das meningites bacterianas (as quais podem ser graves) no inverno e das virais no verão.

Os sinais e sintomas de meningite podem surgir repentinamente e são febre, dor de cabeça, rigidez ou dor no pescoço, náuseas e vômitos. Manchas vermelhas ou roxas, pequenas ou grandes, na pele, podem indicar doença mais grave (meningococcemia). Mudanças de comportamento como confusão, sonolência e dificuldade para acordar podem, também, ser sintomas importantes. Em recém-nascidos e lactentes, os únicos sinais e sintomas de meningite podem ser febre, irritação, cansaço e falta de apetite.

Sempre que alguém apresentar ou observar esses sinais e sintomas, deve procurar imediatamente assistência médica, para assegurar-se do diagnóstico e iniciar o tratamento o mais precocemente possível. (Com informações da Dive/SC)


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