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Agricultura, Comunidade, Geral, Meio Ambiente, Rural, Social - 06 Set 2018 14:19

Família de Xanxerê usa a tecnologia para mostrar qualidade do produto que vai à mesa do consumidor

Por: Redação
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Família de Xanxerê usa a tecnologia para mostrar qualidade do produto que vai à mesa do consumidor Luiz Rossetto e Ivanete foram os primeiros produtores de Xanxerê a aderirem o E-Origem (foto Joimara S.Camilotti/TSX)

O jardim com vários troncos de árvores que lembram esculturas da natureza e as orquídeas já demonstram que ali vive uma família organizada. A primeira a recepcionar a equipe do Tudo Sobre Xanxerê é uma Border Collie chamada Bela. Logo acena, quase escondido por um enorme chapéu, o dono da propriedade, Luiz Rossetto, acompanhado de quem manda em tudo, a esposa Ivanete. Praticamente criados no campo, o casal se conheceu em uma plantação de maçãs, criou três filhos e agora já aguarda o segundo neto.

A família vive há seis anos na comunidade de Perau das Flores, interior de Xanxerê, onde produz para consumo e venda no comércio de Xanxerê a Ponte Serrada.

- A gente produz laranja Bahia, poncã, morgota, figo, pêssego, abacate e tudo isso comercializamos porque o mercado pede, mas não tínhamos nada que atestasse que nossos produtos são de qualidade, porque fizemos tudo orgânico, desde o cuidado com o solo, até a colheita da fruta – comenta Rossetto.

Para mudar a situação, a família Rossetto foi à primeira de Xanxerê a se cadastrar no programa E-Origem, que visa a rastreabilidade de todos os produtos in natura que são comercializados no Estado de Santa Catarina.

- Não foi difícil. Sempre tivemos o acompanhamento da Epagri e, junto com a Cidasc, nos passaram sobre o programa. O cadastro fizemos com a ajuda deles, mas agora é tudo feito dentro da propriedade. O meu filho mais novo faz e só mandamos imprimir as etiquetas. Não foi difícil se adaptar porque o mercado vai procurar só pelos produtos que tiverem esse código – comenta o produtor.

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Importância do E-Origem
Com o E-Origem, todo o produto in natura e minimamente processado que vai para consumo precisa ter um código de rastreabilidade, para mostrar de onde o produto vem.

O produto tem que conter uma etiqueta que aponta nome do produtor, inscrição estadual ou CPF, endereço completo, peso ou unidade, código de rastreabilidade do produto, número do lote, nome comum da espécie vegetal, variedade ou cultivar, data da colheita. Com a rastreabilidade será possível identificar as etapas dos processos de produção, manipulação, beneficiamento, fracionamento, descascamento, corte, acondicionamento, embalagem, consolidação de lotes, armazenagem, transporte, distribuição e comercialização e a exportação e importação de produtos de origem vegetal destinados ao consumo.

A medida também se aplica a produtos a granel, onde as informações devem estar disponibilizadas nas embalagens na área de estoque do varejo e na gôndola do supermercado.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Cidasc Xanxerê, Márcio Andrei Cardoso Niederauer, a exigência tem prazo para ser cumprido, por isso existe a preocupação para que os produtores busquem fazer esse cadastro e passem a fornecer o produto com a rastreabilidade.

- A Vigilância Sanitária é quem fará a fiscalização destes produtos no mercado, não estando em acordo, quem vai sofrer as penalidades é o supermercado. Já há supermercadistas que só estão adquirindo produtos que estejam de acordo com o E-Origem. Para o produtor, basta que ele se cadastre no site da Cidasc através do Sigen, onde vai contar com login e senha e depois vá alimentando as informações que são necessárias. Isso é importante porque o consumidor vai conseguir identificar de que propriedade aquele produto está vindo, como ele foi plantado e colhido – informou o agrônomo da Cidasc.

Prazo para cumprimento
A rastreabilidade já é obrigatória desde o dia 06 de agosto deste ano para as frutas, como citros, maçã e uva, batata, alface, repolho, tomate e pepino. Já melão, morango, coco, goiaba, caqui, mamão, banana, manga, cenoura, batata doce, beterraba, cebola, alho, couve, agrião, almeirão, brócolis, chicória, couve-flor, pimentão, abóbora e abobrinha até 02 de fevereiro de 2019 e as demais até 28 de janeiro de 2020.

Por Joimara S.Camilotti

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