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Comunidade, Geral, Saúde, Social - 17 Jan 2020 16:59

Janeiro Branco: quem cuida da mente, cuida da vida

Por: Aline Tonello
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Janeiro Branco: quem cuida da mente, cuida da vida (Foto: Tudo Sobre Xanxerê)

O novo ano começa e com ele a chance de repensar comportamentos e atitudes, buscar melhorar a vida pessoal e financeira. Muita gente coloca metas para ter um corpo mais saudável e esquece que a saúde mental é essencial para que seja possível alcançar a harmonia desejada em todas as áreas. Para lembrar que é preciso cuidar da mente é que surgiu a campanha Janeiro Branco em 2014 e, em sua sétima edição, vem reforçar que quem cuida da mente, cuida da vida.

Segundo a psicóloga do Hospital Regional São Paulo (HRSP) Eliandra Solivo, dados apontam que o Brasil tem mais de 12 milhões de pessoas com depressão, liderando o ranking da doença na América Latina. Também é a oitava população do mundo acometida pelas tentativas de suicídio e o país que mais trata transtornos de ansiedade e doenças relacionadas.

- Esses dados nos dizem que precisamos parar para pensar na saúde mental, que integra o ser humano. Então o Janeiro Branco tem o intuito de fazer as pessoas pararem propositalmente, avaliar o ano que passou, olhar o ano que chega e prospectar metas. E a cor branca remete a uma folha em branco e a intenção de que haja um recomeço – afirma.

Uma das sugestões da campanha é de que organizações e instituições trabalhem a saúde mental com seus colaboradores e o HRSP dá o exemplo. Por meio de uma ação simples os funcionários foram convidados a debater sobre a saúde mental e tem o mês todo para refletir e identificar no que é preciso melhorar para manter a mente saudável.

- Usamos a frase “Quem cuida mente, cuida da vida” e colocamos balões brancos nas recepções. Fomos aos setores, conversamos com as equipes sobre o que é o Janeiro Branco, como cuidar da saúde mental. Porque é um momento de reflexão e de nos autoconhecer: como estou no meu momento atual, o que eu preciso investir mais na minha saúde mental. Fizemos dinâmica para completar frases simples com intuito de reflexão: seja mais, viva mais como, busque mais… As frases ficam o mês todo e depois será feito um mural para compartilhamento – explica a psicóloga Ana Leichtweis.

(Foto: HRSP)(Foto: HRSP)


Buscando ajuda

Conforme Eliandra, na maioria das vezes as pessoas tem dificuldades de falar sobre si próprias, o que dificulta reconhecer que necessite de ajuda. Ela destaca que saúde mental não significa não ter doença, mas ter condição para lidar com as adversidades da vida.

- Em primeiro lugar preciso me autoconhecer, como eu funciono, quando fico triste, em que momento sinto raiva, em que momento fico frustrada, decepcionada, quando a emoção fala mais alto ou não… Mas como a gente se autoocnhece? Pode fazer psicoterapia com profissional de psicologia, pode procurar outras terapias alternativas, muita coisa pode ajudar, inclusive a espiritualidade. Tudo isso pode dar um sentido diferente para nossa vida, acalmar e dar respostas – orienta.

Outro fator importante é aceitar quando o outro fala que não estamos bem, porque às vezes há dificuldades em reconhecer que se precisa de ajuda. E, ao identificar que há algo errado, é fundamental que se faça algo para o problema não se agravar, como procurar um profissional capacitado. Isso é possível encontrar nas unidades de saúde, centro psicossocial, consultórios particulares ou com o médico da família.

- É preciso buscar um profissional e falar como se sente quando a tristeza passou do ponto, que não é uma tristeza normal, quando a autoestima está sempre baixa, quando não vê mais sentido nas coisas que faz, quer sempre chorar… Buscar profissional e falar com alguém. Se tiver pensamentos recorrentes sobre a morte, tirar a própria vida, precisa rapidamente procurar alguém para ajudar. A tentativa de suicídio grande parte das vezes pode ser prevenida se você der a chance de alguém te ajudar. E a pessoa que tiver a oportunidade de acolher isso, que faça da melhor forma possível e sem julgar – finaliza Eliandra.


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