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Política - 18 Mai 2017 10:42

Lideranças de Xanxerê comentam sobre escândalos envolvendo Michel Temer

Por: Aline Tonello
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Lideranças de Xanxerê comentam sobre escândalos envolvendo Michel Temer (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Durante toda a quarta-feira (17) a imprensa nacional e internacional focava em um único assunto: a compra do silêncio de Eduardo Cunha a pedido do presidente da República, Michel Temer. A informação veio à tona após o colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, noticiar que os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista, disseram em delação à Procuradoria-Geral da República (PGR) que gravaram Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, depois que ele foi preso na operação Lava Jato.

A repercussão em torno do assunto e do cenário político nacional também tem entrado nas rodas de conversas dos líderes políticos de Xanxerê. A reportagem do TUDOSOBREXANXERE.com.br conversou com alguns presidentes de partidos para se posicionarem quanto a essa situação, que tem deixado muitos preocupados quanto ao desenrolar dessa história que pegou todos de surpresa. Confira abaixo:

Sidinei Mesnerovicz, presidente do PT
“No que se refere à questão partidária, a gente vai estar se reunindo para avaliar os impactos, mas perante a sociedade eu vejo o seguinte, que mesmo com toda a repercussão que estão tendo as investigações, a corrupção, o descrédito da política, mesmo assim os políticos não param de fazer as falcatruas e isso nos entristece mais, porque eles não têm medo de cometer irregularidades. Eu vejo que isso é o resultado do golpe, porque quando eles fizeram o golpe eles ficaram amarrados com os deputados que eles fizeram os acordos necessários para derrubar a Dilma, com as operações com empresas, e isso está voltando, vindo à tona. Enquanto PT a gente sempre cobrou da política e do Ministério Público igualdade na apuração dos fatos e quem deve tem que ser investigado e penalizado. A gente está acompanhando o caso, vamos ver que vão dizer em defesa perante essas provas. Acho que vai acontecer uma mobilização geral independentemente de partido, mas a gente tem que esperar. Já havia sido feito o pedido de impeachment anteriormente, acho que agora isso ganha mais força, mas vamos aguardar. ”


José Angelo Guarnieri, Presidente em exercício do PMDB
“Essa questão dos escândalos políticos vem se estendendo ao longo dos anos, e a minha opinião pessoal e como presidente em exercício do partido é o seguinte: nós como qualquer cidadão não podemos pré-julgar ninguém, a imprensa é livre e acho de extrema importância que questione, investigue e que traga à sociedade a verdade. Há muitas denúncias, declarações, delações, gravações, testemunhas, mas eu não condeno ninguém por enquanto porque quem deve fazer é a justiça. Há políticos de todos os partidos envolvidos em processos ilícitos nesse país, há uma gana imensa de políticos enrolados nesse processo todo da política brasileira, então a minha opinião é que independente de partido e de que cargo ocupa eu acho que quem cometeu ilícitos vai ter que responder por isso. Quem tem culpa que responda por isso e pague por isso”.


Nathan Busnello Moreira, presidente do DEM
“É um momento em que o Brasil está sendo passado a limpo. Acho que nosso Congresso, de modo geral, precisa urgentemente tomar medidas anticorrupção para que a sociedade tenha segurança e para o próximo ano, que é eleitoral, que as pessoas possam escolher por representantes competentes e que tenham comprometimento com a política séria e honesta. Um fato como esse pode causar a fragilidade de um governo e a gente sabe que um processo para um impeachment é lento, mas dependendo do clamor da sociedade, da pressão política inclusive por parte da base aliada, o desfecho disso pode ser mais rápido. Com renúncia ou impeachment do presidente, quem assume a presidência interinamente é o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, que é do DEM, e aí se vê o que vai ser feito. Mas nesse momento não podemos afirmar nada, continuamos acompanhando a situação e esperamos que haja justiça. ”


Avelino Menegolla, presidente do PSD
“Isso aí para nós é surpresa, esse envolvimento do presidente. É uma pena para o país que esteja acontecendo tudo isso, a gente perde a credibilidade política, é lamentável o que tem acontecido. Todo cidadão preza pela investigação e quem é culpado tem que ser julgado e responsabilizado. Quando é errado a gente não vai ficar defendendo coisa errada, vai ficar do lado de quem faz as coisas o mais certo possível, somos parceiros do bem. ”


Bruno Bortoluzzi, liderança política do PSDB
“Foi surpresa, principalmente o envolvimento do Aécio Neves, assim cai mais ainda credibilidade junto a população e acho que os políticos devem perder seus mandatos, devem sair da vida pública. Está na hora de passar o Brasil a limpo totalmente. O sentimento que está nos nossos corações hoje é de surpresa, mas também de muita revolta e indignação. Independentemente do partido que seja, esperamos que a punição venha com máxima urgência e que sejam postos na cadeia. Espero que valha a pena o Brasil passar por tudo isso para que nasça um pouco mais de honestidade e seriedade na política. ”


Entenda o caso
O empresário Joesley entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver assuntos da J&F, uma holding que controla o frigorífico JBS no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O dono da JBS marcou um encontro com Rocha Loures em Brasília e contou o que precisava no Cade. Pelo serviço, Joesley ofereceu propina de 5% e Rocha Lores deu o aval.

As negociações teriam continuado em outra reunião, entre Rocha Loures e Ricardo Saud, diretor da JBS. Foi combinado o pagamento de R$ 500 mil semanais por 20 anos, R$ 480 milhões ao longo de duas décadas. Posteriormente, Rocha Lourdes foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil, enviados por Joesley.

Em outra gravação, também de março, o empresário diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: “tem que manter isso, viu?”.


Base aliada quer renúncia de Temer
Grupos de parlamentares que integram o núcleo da base aliada querem a renúncia do presidente Michel Temer. Em uma reunião com conselheiros políticos, ainda na noite de quarta-feira (17), o presidente já disse que não tem disposição em renunciar. Além disso, segundo auxiliares, o presidente se defendeu e ressaltou que, em nenhum momento, falou sobre o silêncio de Cunha.

(Com colaboração de Carol Debiasi, através de informações do G1)


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