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Saúde - 13 Fev 2020 16:20

Macaco encontrado morto em Seara aumenta alerta para febre amarela na região

Resultado da análise que vai identificar a causa da morte do animal é aguardado pela Regional de Saúde de Concórdia
Por: Francieli Corrêa
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Macaco encontrado morto em Seara aumenta alerta para febre amarela na região (Divulgação: Rádio Rural)

Recentemente um macaco foi encontrado morto em uma área rural de Seara e chamou a atenção dos moradores, que comunicaram à Vigilância Epidemiológica do município. Segundo informações da Rádio Rural, uma enfermeira foi até o local para coletar amostras para análise que pode identificar se o animal tinha febre amarela. O caso aumenta o alerta sobre a doença e profissionais da saúde reforçam que a vacina é o único meio de prevenção contra ela.

Santa Catarina faz parte da área de recomendação de vacinação contra o vírus da febre amarela desde julho de 2018 e, de acordo com as profissionais da área saúde, é fundamental que todas as pessoas estejam imunizadas, principalmente quem vive ou trabalha em áreas próximas a matas. Mas, segundo a enfermeira responsável pelo setor de imunização de Xanxerê, Waldereza Dal Molin, no município a procura pela vacina ainda é pequena.

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- É preciso conscientizar a população, porque ainda muitos procuram a vacina apenas quando vão viajar. Ainda não existe a consciência de que precisa estar com todas as vacinas em dia e essa vacina da febre amarela, assim como a do sarampo, faz parte do calendário vacinal do adulto e da criança e está disponível em todas as unidades de saúde do município que têm sala de vacina - destaca a enfermeira. 

Ainda conforme Waldereza, recentemente mais um reforço da vacina foi instituído para crianças com idade entre quatro e oito anos de idade. Até 29 anos, obrigatoriamente, as pessoas têm que ter duas doses dessa vacina; de 30 a 49 anos, uma dose; e acima de 60 anos é possível receber a vacina somente com prescrição médica.

Morte dos macacos
Segundo a bióloga e coordenadora do setor de zoonoses da Regional de Saúde, Elizandra Schoenardie, na região ainda não foi identificado nenhum caso de febre amarela, seja em humanos ou em macacos. No entanto, quem vive em locais próximos à mata, além de estar imunizado, deve ficar atendo a ocorrência de morte desses animais, pois eles sinalizam a entrada da doença, que geralmente os afeta primeiro.

- Todo o estado está em alerta, porque embora as epizootias que estão sendo confirmadas para febre amarela estejam na região do Planalto Norte e Vale do Itajaí, onde há casos, a nossa preocupação continua. Mesmo sem casos aqui, a gente quer saber se eles podem estar morrendo de febre amarela, porque o vírus pode entrar na nossa região também pelo Paraná, que está com vários casos de epizootias de macaco - afirma a bióloga.

Ela destaca ainda que o macaco não transmite a doença, que é transmitida através da picada de mosquitos como dos gêneros Haemagogus e Sabhetesi, que geralmente estão mais nas matas. Mesmo assim, a recomendação é que ao perceber um animal morto ou doente não se deve ter contato com ele, pelo risco de contrair outras doenças que são transmissíveis aos humanos. A recomendação é que a Vigilância Epidemiológica seja notificada, para que um profissional vá até o local e colete o material necessário para a realização de análises.


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