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Tornado em Xanxerê, Comunidade, Esportes, Geral, Social - 20 Abr 2018 07:04

Marco da reconstrução: obra do ginásio Ivo Sguissardi segue em andamento

Por: Aline Tonello
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Marco da reconstrução: obra do ginásio Ivo Sguissardi segue em andamento Professor Marical acompanha quase diariamente o andamento da obra (Fotos: Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê)

Há três anos Valdir Marical acompanha, com olhar esperançoso, a reconstrução do ginásio Ivo Sguissardi, no Bairro dos Esportes. Verificar o andamento da obra se tornou parte da rotina do treinador de vôlei, que estava com cerca de 20 atletas no local quando a estrutura veio abaixo com a passagem do tornado em 2015. Quem viu as toneladas de ferros retorcidos e paredes de concreto no chão, uma das cenas mais chocantes na época, ainda não acredita que todos tenham saído do local com vida. Passado o choque inicial – que ainda vive na memória de quem sentiu na pele – começou a expectativa de ver o ginásio em pé de novo e retomar os treinos no local. A ordem de serviço, que foi assinada em dezembro de 2016, tinha prazo de um ano para a conclusão, mas até o momento a obra não foi finalizada.

Quando a reconstrução foi anunciada, Marical conta que não acreditava que a obra ficasse pronta em pouco tempo, mesmo que ainda fosse grande a esperança de pisar no novo ginásio com as atletas que estavam no antigo local naquele dia. Segundo ele, os atrasos nos trabalhos se devem, principalmente, à falta de fiscalização por parte do poder público municipal.

- A grande pergunta é: por que não há uma fiscalização nas obras públicas, não só em Xanxerê, mas no Brasil todo? Pode ver que todas as obras feitas pelo governo demoram muito porque falta, principalmente, fiscalização do trabalho que está sendo executado. Eu tenho acompanhado essa obra há três anos e nesses últimos 60 dias que eles deram uma pegada mais ou menos. Falam que em maio desse ano vai estar coberto, mas a gente sabe que não vai estar. A gente vai lá e não tem ninguém fiscalizando. Eu acredito que até maio do ano que vem vai estar pronto, mas se continuar assim, vai ser difícil – afirma Marical.

Ele tem a esperança de realizar um grande evento esportivo no local no ano que vem (Foto: Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê)Ele tem a esperança de realizar um grande evento esportivo no local no ano que vem (Foto: Aline Tonello/Tudo Sobre Xanxerê)

As meninas que estavam na Naja Marical na época do desastre já não estão mais na escolinha por terem passado da idade limite dos treinos oferecidos. Muitas estão jogando e estudando em outras cidades, e saíram daqui sem ver o grande marco, que marcaria a reconstrução completa da cidade após o tornado, pronto. Atualmente as aulas ocorrem no ginásio Beijamin Menegolla, no Bairro Matinho, mas os horários são apertados, pois outras modalidades esportivas também precisam do espaço para serem desenvolvidas.

- O que aconteceu lá com a gente foi um milagre. Aquelas meninas tinham esperança de pisar no ginásio novo para treinar, mas isso não ocorreu. Hoje, estamos treinando no Menegolla, mas com horários apertados porque tem bastante modalidades que precisam do espaço para treinar. Então é importante que o ginásio Sguissardi fique pronto para dar conta de todas essas modalidades. Só temos um ginásio e que ficou quase um ano parado para reforma, então fica complicada a situação do esporte no município. O ginásio foi um marco, e um marco que deixamos de fazer – comenta.

Conforme o treinador, há convite da Federação Catarinense de Voleibol (FCV) e da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para que Xanxerê sedie a Copa Brasil de Voleibol Feminino em 2019 caso o novo ginásio fique pronto até lá.

- No curso de nível 2 para treinadores de vôlei, que aconteceu em fevereiro deste ano, nos ofereceram a realização da Copa Brasil em Xanxerê para junho do ano que vem. A expectativa é grande, se tivesse pronto até lá, fazer um evento desses aqui seria uma das maiores conquistas para Xanxerê e para mim. Se até setembro estiver coberto, aí a gente vai ver se vai dar para fazer ou não. Tomara que dê certo – finaliza.

A obra
Três meses depois da passagem do fenômeno foi aberta a primeira licitação, que tratou sobre a retirada dos entulhos, mas nenhuma empresa se apresentou em razão do valor oferecido, considerado baixo. Já em agosto, um novo edital foi aberto. O valor foi ampliado, de R$ 25 mil para quase R$ 30 mil e, a empresa Aldivino Angelo Michalichen, de União da Vitória (PR), venceu o processo e fez a retirada de todo material. Os trabalhos iniciaram em setembro e se encerraram em dez dias.

O Governo Federal liberou R$ 3 milhões para a reconstrução. Para isso, era preciso encaminhar uma nova licitação, desta vez para definir a construtora. O edital, então, foi aberto seis meses depois. No dia 14 de outubro de 2015 foi apresentado o novo projeto, considerado arrojado, moderno, com capacidade para 1.800 pessoas, além de praça de alimentação, palcos e quadra poliesportiva. O valor orçado foi de R$ 3,9 milhões, ultrapassando o dinheiro liberado pelo governo.

As empresas vencedoras foram conhecidas em 2016: nove meses depois. Por meio de um consórcio, a Paloma Construtora, de Chapecó, e Construtora Sganzerla, de Irani, se interessaram no serviço. A proposta das empresas foi de R$ 3.748.450,00. A ordem de serviço foi assinada em 6 de dezembro de 2016, com a previsão de início das obras para janeiro de 2017 e término em dez a 12 meses. Os trabalhos iniciaram em abril e a expectativa da administração municipal passou a ser inaugurar o local para o aniversário de 64 anos de Xanxerê, em 27 de fevereiro de 2018, o que não ocorreu devido a atrasos na execução.

A obra segue em andamento e, no momento, é executada a parte interna e colocação da cobertura. A intenção da Prefeitura, agora, é fazer de tudo para finalizar o ginásio em maio deste ano.

- Essa obra do ginásio é o símbolo da reconstrução de Xanxerê. Foi um local que chamou a atenção de todos pela destruição, da forma que ficou. Nossa previsão é que até o fim de maio fique pronto e o atraso se deu por conta das prioridades da administração, que foi a reconstrução da cidade, atender as áreas e bairros atingidos. E, depois disso, iniciamos os encaminhamentos de projetos e licitação – afirma o secretário municipal de Obras, Rivael Freschi.


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