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CORONAVÍRUS , Saúde - 10 Ago 2020 11:59

Médico alerta para riscos da automedicação

Sem remédio comprovadamente eficaz contra o coronavírus, parte da população aposta em drogas já utilizadas em outros tratamentos
Por: Francieli Corrêa
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A pandemia da Covid-19 desafiou a economia e a ciência no mundo todo. Desde que o novo vírus se espalhou foi iniciada uma corrida em busca de vacinas e remédios que pudessem tratá-la. Nesse cenário, drogas como a cloroquina passaram a ser defendidas, por algumas pessoas, como possíveis opções de tratamento.

Logo, seus estoques começaram a zerar nas farmácias, o que ocasionou a restrição à venda sem receita médica. Mas, na prática, não impede o compartilhamento por parte dos pacientes. Por isso, em meio à pandemia, acende-se outro alerta, o uso indiscriminado de medicamentos por conta própria.

O médico Paulo Henrique Dario, de Xanxerê, lembra que “a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”, referindo-se a medicamentos de forma geral. Ainda segundo ele, os efeitos colaterais ao paciente podem variar muito, dependendo da medicação e da quantidade consumida.

- Esse dito popular conhecido pela maioria nunca foi tão atual. A realidade é que toda medicação, por mais inofensiva que pareça, pode causar sérios danos ao organismo.  Peguemos o exemplo do Paracetamol, amplamente utilizado. Esta medicação, dependendo da dose, pode causar danos severos ao fígado, podendo levar o paciente ao óbito – explica o médico.

Especificamente sobre a cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina, Dario destaca que elas estão sendo utilizadas de maneira experimental, ou seja, sem comprovação científica do benefício como tratamento do coronavírus. Ele cita um estudo brasileiro publicado em uma revista médica internacional, no dia 23 de julho, que comparou três grupos de pacientes. Para o estudo, o primeiro deles fez uso de hidroxicloroquina e azitromicina, o segundo fez uso apenas de hidroxicloroquina e o terceiro não usou nenhuma dessas medicações.

(Foto: Agência Brasil) (Foto: Agência Brasil)

- O grupo que não fez uso dessas medicações apresentou menos complicações e os grupos que utilizaram não se recuperaram de maneira diferente do terceiro. O que isso significa? Significa que, somado aos outros diversos estudos já publicados, essa é mais uma evidência científica que fortalece a hipótese de que infelizmente a hidroxicloroquina não funciona. Veja bem, esta não é uma opinião pessoal, são os fatos apresentados pela ciência mundial – destaca.

Em relação aos efeitos colaterais dessas medicações, segundo ele, os mais comuns são diarreia, náusea, vômito, dor abdominal, tontura, sonolência, vertigem, hipotensão e taquicardia. Pode ocorrer também arritmia cardíaca e falência hepática. Ainda de acordo com o médico, tendo em vista as propriedades desses medicamentos, pacientes com doenças do coração e do fígado, estão mais propensos a ter problemas graves de saúde.

Em Xanxerê, a Secretaria Municipal de Saúde aumentou o estoque de cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina, para oferecer também aos pacientes em tratamento com casos confirmados ou suspeitos de Covid-19. Para ter acesso aos medicamentos é necessário prescrição médica e assinatura de Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE), fornecido pelo médico que prescreve.

- Temos estoque na farmácia municipal. Elas são fornecidas conforme prescrição médica, já que cada caso deve ser individualizado. A central de atendimento ao coronavírus funciona na UBS - Hélio dos Anjos Ortiz, 24h por dia, todos os dias. Para dúvidas e esclarecimentos, a população xanxerense pode comparecer à unidade ou ligar para o número 0800 5341 635. Por último, mas não menos importante, gostaria de salientar o grande esforço profissional e pessoal de todos os profissionais que trabalham na área da saúde no município. O empenho diário de cada um, com certeza absoluta, está fazendo a diferença neste momento ímpar – finaliza o médico.

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