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Geral, Política - 13 Jun 2018 15:15

Mesmo com indefinição em acordo, caminhoneiros descartam nova paralisação

Por: Redação
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Mesmo com indefinição em acordo, caminhoneiros descartam nova paralisação (Foto: Francieli Corrêa/Tudo Sobre Xanxerê)

Passados 14 dias do fim da paralisação dos transportes de carga, iniciada pelos caminhoneiros autônomos, alguns pontos do acordo entre a categoria e o governo continuam em discussão ou não são cumpridos totalmente. Depois das conversas para pôr fim à greve - que durou dez dias e causou grande impacto na economia do país - ficou acordado, entre outras definições, a criação da tabela mínima de frete e a redução de R$ 0,46 no preço do óleo diesel nas bombas. A primeira continua em discussão e a segunda não se tornou realidade em todos os postos pelo país.

Uma terceira versão da tabela de preços está em discussão desde a semana passada e deve substituir a primeira apresentada, que está em vigor. No âmbito nacional, esse desencontro de interesses cria um segundo capítulo na história da paralisação dos caminhoneiros, pois a primeira tabela, que passou a valer a partir do dia 30 de maio, agrada a classe dos caminhoneiros, mas gera descontentamento por parte de algumas transportadoras. A segunda tabela, apresentada no dia 7 de junho, não agradou aos caminhoneiros e foi revogada logo em seguida. O impasse na definição faz com que empresas adiem o transporte de mercadorias e impacta na produção e exportação.

- Tem transportadora que não está querendo pagar e as que estão trabalhando estão pagando pela tabela nova. Mas ela está em estudo ainda com a associação dos caminhoneiros, com os sindicatos, enfim, com o movimento, para chegar a um bem comum. Por enquanto tem algumas transportadoras que não estão embarcando porque não querem pagar, tem bastante disso, tem soja, milho que não está sendo embarcado – explica Paulo César Sampaio, caminhoneiro autônomo que fez farte da paralisação no Parque Femi.

A intenção das novas negociações, segundo os caminhoneiros, é acabar com o impasse de forma que nenhuma das partes se sinta em desvantagem e o transporte volte a trabalhar normalmente. Eles esperam que a solução seja dada ainda nos próximos dias. Para Marcos Sonza, um dos caminhoneiros autônomos que também fez farte da paralisação no Parque Femi, a criação da tabela que cria um piso para a cobrança do frete é a maior conquista obtida pela classe.

- O tabelamento do frete é a maior conquista que já tivemos até hoje. O teto mínimo do frete é o que vai dar dignidade ao trabalho dos caminhoneiros. Não vai mais existir o que chamamos de frete de retorno, que prejudica o nosso trabalho. No momento, quem está pagando a tabela é quem puxa grão (soja, milho, farelo, e o adubo), a parte dos fertilizantes eles não estão querendo pagar. Neste caso, está tudo parado essa parte de fertilizantes. Poucas transportadoras estão querendo pagar. Agora estamos esperando que nesta semana acertem o que precisa para que fique bom para os dois lados – afirma Sonza.

Óleo diesel
Quanto ao preço do diesel, os caminhoneiros afirmam que puderam constatar que houve o desconto nas bombas, na maioria dos postos, em todas as regiões pelas quais eles já viajaram depois da paralisação. Relatam que em alguns postos o desconto é menor, beirando a casa dos R$ 0,40. Tal informação condiz com que informa o presidente do Núcleo dos Postos de Combustíveis da Acix, Edson Zape, a respeito dos postos de Xanxerê pertencentes ao núcleo.

- O desconto dos R$ 0,46 ainda não chega a todos os postos, mas chega a R$ 0,41 em todos. O que as companhias passaram para gente, a gente repassa para as bombas – informou Zape.

Nova paralisação é descartada
As adequações quanto à tabela de preço mínimo do frete é o maior impasse no momento, porém, ao que tudo indica, está a caminho de uma solução. Segundo os caminhoneiros, ainda há a necessidade de ficar alerta em relação às decisões do governo, principalmente passados os 60 dias do acordo sobre o diesel. Todavia, eles descartam a possiblidade imediata de uma nova paralisação.

- Quanto a uma futura greve, uma paralisação, todo mundo quer trabalhar, queremos que continue fluindo o transporte, ninguém quer parar. Só que foi feito um acordo com o governo e o pessoal dos fertilizantes, principalmente em Paranaguá, não estão querendo pagar o frete certo que foi combinado, então estão fazendo um novo tabelamento para ficar bom para ambas as partes – declarou Marcos Sonza.

Paulo César Sampaio também reforça a credulidade em bons acordos para a classe e descarta a necessidade de uma nova mobilização para os próximos meses.

- Isso é para 60 dias e esse é o problema, quem sabe depois volte ao normal, daí é complicado. Mas se ele cumprir a tabela e a ANTT acertar a tabela pelo menos, que chegue num consenso bom para a transportadora e bom para o autônomo, eu acredito que vai validar e vai continuar normal. Eu acredito que se a tabela vigorar e acertarem todos os detalhes, tanto para o embarcador quanto transportador, vai ficar bom para os dois lados e vai dar para trabalhar tranquilo – enfatizou Sampaio.

Por Francieli Corrêa


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