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Comunidade, Educação, Eventos, Geral, Social - 13 Set 2019 15:35

Mudanças do novo ensino médio são debatidas em Xanxerê

Por: Aline Tonello
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Mudanças do novo ensino médio são debatidas em Xanxerê (Fotos: Sinte Xanxerê)

O Novo Ensino Médio começa a ser implantado em Santa Catarina no ano que vem e vai contemplar, inicialmente, 120 escolas. Na região da Associação dos Municípios do Alto Irani (Amai) sete escolas recebem a mudança e uma delas é a EEB Romildo Czepanhik, de Xanxerê. O novo modelo oferece um currículo integrado por áreas de conhecimentos e não mais por disciplina, como acontece no sistema atual, e divide opiniões. Para debater o assunto, o Sinte promoveu um encontro regional em Xanxerê na noite da quinta-feira (12).

No Novo Ensino Médio a carga horária será ampliada de 2,4 mil horas para 3 mil horas (em três anos). Desse total, até 1,8 mil horas são direcionadas para a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), abordando as quatro áreas de conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. As demais 1,2 mil horas ficam direcionadas aos itinerários formativos e o estudante pode escolher uma formação técnica.

- O ensino médio vai ter um aumento de 800 hora/ano para 1 mil horas/ano. No primeiro ano serão 800 horas de BNCC e 200 horas de itinerário formativo; no segundo, 600 horas para BNCC e 400 horas para itinerário; e, no último ano, 400 horas para BNCC e 600 para o outro. Nesse sentido, a gente avalia que a proposta é formar o aluno da escola pública diretamente para o mercado de trabalho. É claro que ele vai ter a opção de tentar cursar uma graduação, fazer vestibular, tentar uma federal, mas por conta da BNCC reduzida ele vai sair atrás de outras escolas, como as particulares, que vão trabalhar toda a BNCC para formar o cidadão – argumenta Jean Lemos, presidente do Sinte Regional Xanxerê.

Para o professor, o Ministério da Educação (MEC) defende que o novo formato com carga horária ampliada vai exigir que muitas escolas adequem sua estrutura para oferecer aos estudantes mais horas de estudo, proporcionando mais oportunidade aos profissionais. Porém, o Sinte contesta que isso vai gerar uma mudança significativa na rotina dos docentes.

- Dependendo do itinerário formativo que a escola escolher, alguns professores de algumas áreas não estarão enquadrados. Por exemplo, se a escola escolher o itinerário formativo de ciências da natureza, os professores das ciências humanas vão ficar sem aula nessa escola nesses itinerários. Se a escola não oferecer itinerário formativo, ele vai ter que procurar outra escola e isso vai mexer muito com a vida funcional dos professores – comenta.

Ainda conforme Jean, outros diversos pontos da mudança foram debatidos com os cerca de 80 participantes do encontro. Esse foi o primeiro fórum regional abordando o assunto e outros devem ser feitos no restante do estado até o encontro estadual.

- Vamos fazer uma carta como forma de exemplificar para sociedade essas mudanças. Até o seminário estadual vamos encaixar uma matriz curricular do que achamos importante para o ensino médio. Não somos contra a reforma do ensino médio. Nos preocupa como está sendo feita e deixando que o setor privado tome a frente desse debate e, nós, professores, só somos chamados para executar ao invés de participar do debate. Por isso queremos esclarecer a categoria sobre essas questões do ensino médio e foi muito válido – finaliza.


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