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Agricultura, BR-282, Comunidade, Geral, Social - 29 Mai 2018 09:49

Novos acordos com caminhoneiros garantem aumento do abastecimento das agroindústrias

Por: Redação
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Novos acordos com caminhoneiros garantem aumento do abastecimento das agroindústrias (Foto: Francieli Corrêa/Tudo Sobre Xanxerê)

Caminhoneiros participaram de uma reunião com representantes da Defesa Civil na manhã de segunda-feira (28). Através de vídeo conferência, manifestantes de várias regiões de Santa Catarina conversaram com membros da Defesa Civil de Santa Catarina. Em pauta esteva a manutenção de serviços essenciais durante a paralisação que, segundo representantes da classe, não tem data determinada para acabar.

Conforme relata um dos caminhoneiros que estava presente no encontro, a intenção é manter o diálogo para que alguns serviços considerados mais urgentes não deixem de ser prestados pelo Estado e algumas agroindústrias. Segundo o motorista de caminhão Paulo Cesar Sampaio, os acordos realizados até o momento visam minimizar os prejuízos causados aos agricultores da região e garantir que itens hospitalares cheguem ao destino. 

- Na Defesa Civil foi uma conferência para tratar a questão de cargas específicas de remédios e de oxigênio para hospitais. No caso de Xanxerê, não temos nenhuma carga dessas aqui com nós – comenta.

Durante à tarde, representantes de caminhoneiros de Maravilha, Abelardo Luz, Ponte Serrada, Bom Jesus e Xanxerê reuniram-se com empresários de agroindústrias da região na empresa JBS de Xanxerê. No encontro ficou acordado que o transporte de ração, que já vinha sendo liberado com número controlado para as empresas JBS, BRF, Alfa, Aurora, agora é estendido às empresas Satiare, Avepar, Pluma e Arvoredo.

Segundo o acordo, as empresas têm um número determinado de transporte de ração por dia, das 6h às 18 horas: são 17 caminhões da JBS, 17 aurora, 13 Alfa, dez da BRF Chapecó, dez da BRF Faxinal dos Guedes, seis da Satiare, cinco da GPD, um da Avepar e dois da Arvoredo. Na questão de pintinhos e ovos férteis, são liberados para a JBS dois caminhões de pintinhos e um de ovos; para a Aurora são três caminhões de pintinhos e um de ovos; para a Pluma são dois caminhões de pintinhos e um de ovos; e para a Avepar são um caminhão de pintinhos e um de ovos.

Além disso, ficou acordado também que os caminhões de leite que estiverem vazios terão trânsito livre. Antes apenas os que estivessem carregados passavam.

- A questão do leite ficou a cargo dos produtores procurarem as agroindústrias deles, e as empresas entrarem em contato com a Defesa Civil para pegar o adesivo para os caminhões passarem. Que fique bem claro que os caminhões carregados estavam passando normal. Parou porque as agroindústrias pararam de mandar os caminhões pegar leite nos produtores, aí alegam que não passa nas barreiras, mas as barreiras estavam liberando desde terça, tanto os caminhões carregados como as cargas vivas, sempre passaram aqui em Xanxerê. A gente não quer prejudicar o produtor, então estamos dialogando e fazendo acordos – explica Sampaio.

Ele afirma ainda que a paralisação continua até o governo tomar outra decisão e diz que só foram prorrogados os prazos que haviam sido dados no primeiro anúncio. Os caminhoneiros reivindicam a redução no preço do combustível e de impostos e isenção da cobrança de eixos suspensos nos pedágios. Mas, além disso, querem uma garantia de que depois desses prazos dados pelo governo, os preços e impostos não voltem a ser cobrados da mesma forma e os mesmos problemas combatidos agora, retornem.

Por Francieli Corrêa


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