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Verão - 16 Jan 2019 16:37

Número de acidentes com animais peçonhentos aumenta no verão

Por: Francieli Corrêa
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Número de acidentes com animais peçonhentos aumenta no verão (Foto: Mundo Educação)

Com a chegada do verão aumenta a incidência de animais peçonhentos, como lagartas, aranhas, escorpiões e cobras, o que eleva também a ocorrência de acidentes. Entre os meses de dezembro a março os brasileiros precisam redobrar a atenção ao executar tarefas simples como trocar de roupa e calçar sapatos, onde podem estar escondidos aranhas e escorpiões, por exemplo. A limpeza dos ambientes também merece maior cuidado, pois o lixo e entulho acumulados servem de abrigo e fonte de alimentação para esses animais. 

De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive), acidentes com animais peçonhentos são considerados um problema de saúde pública no Brasil, devido ao elevado número de pessoas envolvidas, e também pela gravidade e complicações que podem apresentar. Na região de Xanxerê, os mais comuns são as abelhas, cobras, escorpiões e aranhas. Nesse primeiro caso, é mais grave quando a vítima é alérgica ao veneno. Mas o soldado Josclei do Corpo de Bombeiros de Xanxerê, alerta principalmente para o caso das aranhas marrons, que são muito comuns nas casas.

- No caso das aranhas, a mais perigosa é a marrom, justamente por ela não ser agressiva e ter o aspecto de inocular o veneno quando pressionada. Então, a pessoa nem vê ela e a picada não é dolorida, mas, com o passar do tempo causa necrose muscular e tende a se agravar muito. Nesse caso, os cuidados são: averiguar camas, roupas, cortinas e tapetes e no caso dos animais de estimação, averiguar o local aonde eles habitam – explicou.

Em Xanxerê, segundo dados do Hospital Regional São Paulo – referência para utilização do soro antiescorpiônico – em 2017 foram atendidos 314 acidentes e em 2018, até o mês de novembro, foram atendemos 253 casos de acidentes por contato com animais peçonhentos. 

Em caso de acidente
No momento do acidente algumas ações como tentar chupar o veneno, amarrar o local ou colocar produtos no ferimento, podem piorar a situação, conforme orienta o bombeiro Josclei.

- No caso de aranhas e escorpiões, as orientações são: não espremer o local da picada e não passar nenhum produto, no máximo lavar com água e sabão e conduzir para o hospital. No caso das serpentes: não perfurar o local da picada e nem colocar nenhum material estranho, também, no máximo lavar com água e sabão, evitar a movimentação da vítima e conduzir para um pronto socorro, de preferência deitada e, se possível, observar a espécie da serpente - explica.

Segundo ele, nos casos da presença de enxames de abelhas é aconselhável procurar um apicultor para retirar os animais do local em no caso vespas, chamar o Corpo de Bombeiros.

Em caso de emergência, chamar imediatamente o Samu 192 ou Corpo de Bombeiros 193, para o atendimento adequado.

Precauções
Alguns cuidados podem ser tomados para evitar a presença desses animais. Acompanhe as orientações do Ministério da Saúde:

• Manter os ambientes sempre limpos, já que lixo e entulho podem servir de abrigo e fonte de alimentação;
• Quem trabalha em áreas rurais deve utilizar luvas e botas quando entrar em matas ou plantações;
• Examinar calçados, roupas pessoais, de cama e banho antes de usá-las;
• Afastar as camas das paredes;
• Evitar pendurar roupas fora de armários;
• Não mexer em colmeias e vespeiros;
• Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos, forros e rodapés;
• Utilizar telas vedantes em portas, janelas e ralos;
• Combater insetos, principalmente baratas, que são alimentos para escorpiões e aranhas.


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