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Saúde, Verão - 19 Jan 2021 17:17

Número de acidentes com animais peçonhentos aumenta no verão

Por: Redação
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Número de acidentes com animais peçonhentos aumenta no verão (Foto: Carla Cleto/Ascom Sesau)

Durante o verão, período mais quente e mais chuvoso do ano, aumenta o número de acidentes com animais peçonhentos, tanto em áreas urbanas quanto rurais. Isso porque o aumento de temperatura favorece a reprodução destes animais. Por isso, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) orienta a população em relação à prevenção de acidentes. Além disso, em regiões onde há registro de enchentes também há mais riscos desses acidentes acontecerem.

- Nesse caso, os animais são obrigados a deixar seus habitats em busca de um novo local e acabam se refugiando, muitas vezes, dentro das casas – alerta Maevi Ottonelli, bióloga da Gerência de Vigilância de Zoonoses da DIVE/SC.

Em Santa Catarina, na temporada de verão de 2019 (entre os meses de dezembro de 2019 a março de 2020), foram notificados 3.660 acidentes por animais peçonhentos, o que representa 56,3% do total notificado entre dezembro/2019 a dezembro/2020. Desse total, 66,5% foram causados por aranhas; seguidos pelos acidentes por abelhas (10,7%), serpentes (10%), escorpiões (4,1%) e por lagartas (3,2%). No ano de 2020, o estado registrou 6.466 acidentes.

No caso de picadas ou mordeduras, a vítima deve procurar atendimento médico no serviço de saúde mais próximo nas primeiras horas após a ocorrência. A referência para atendimento de acidentes por animais peçonhentos no estado é o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), com funcionamento 24 horas, pelo telefone 0800 643 5252.

O que fazer em caso de acidentes:
• Manter a vítima calma e deitada;
• Tentar manter a área afetada no mesmo nível do coração ou, se possível, abaixo dele;
• Evitar que a vítima se movimente para não favorecer a absorção do veneno;
• Localizar a marca da mordedura e limpar o local com água e sabão;
• Cobrir com um pano limpo;
• Remover anéis, pulseiras e outros objetos que possam garrotear (apertar a circulação), em caso de inchaço do membro afetado;
• Levar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para receber o tratamento necessário; e
• Se for possível levar o animal para que seja identificado, ou fotografe e leve o maior número de informações sobre o animal causador do acidente para que a vítima receba o soro antiveneno específico.

O que não fazer:
• Não fazer torniquete - isso impede a circulação do sangue e pode causar gangrena ou necrose local;
• Não cortar o local da ferida, para fazer ‘sangria’; e
• Não aplicar folhas, pó de café ou terra sobre a ferida, pois poderá provocar infecção.

Como evitar acidentes:
• Utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) no manuseio de materiais de construção, lenhas, móveis, em atividades rurais, limpeza de jardins, quintais e terrenos, etc.;
• Observar com atenção os locais de trabalho e de passagem;
• Não colocar as mãos em tocas, buracos e espaços entre lenhas e pedras (utilizar ferramenta);
• Evitar aproximação de vegetação rasteira ao amanhecer e ao anoitecer (período de maior atividade de serpentes);
• Não mexer em colmeias e vespeiros (contatar autoridade local);
• Inspecionar antes do uso roupas, calçados, roupas de cama e banho, panos, tapetes, e afastar camas das paredes;
• Não depositar lixo, entulho e materiais de construção junto às habitações;
• Evitar que plantas e folhagens se encostem nas casas;
• Fazer controle de roedores (servem de alimento para serpentes);
• Evitar acampar em áreas onde é sabido que há roedores e serpentes;
• Evite piquenique às margens de rios, lagos e lagoas, e evite encostar-se a barrancos durante pescarias;
• Limpar regularmente e com EPIs móveis, cortinas, quadros, paredes e terrenos baldios;
• Vedar frestas, buracos, portas, janelas e ralos;
• Manter limpos jardins, quintais, paióis e celeiros;
• Combater insetos (especialmente baratas que servem de alimento para escorpiões e aranhas); e
• Preservar predadores naturais dos animais peçonhentos.

(Dive/SC)

Por Sanny Borges


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