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Comunidade, Geral, Obras, Tempo - 02 Mai 2017 16:04

Planejamento da Defesa Civil necessita da conscientização da população

Radares, alertas de SMS, planejamento e simulação com as pessoas poderá minimizar os transtornos em eventos naturais
Por: Aline Tonello
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Planejamento da Defesa Civil necessita da conscientização da população (Fotos: Divulgação)

A Defesa Civil de Santa Catarina está desenvolvendo ações de curto, médio e longo prazo para prevenir e atender a desastres climáticos no Estado. Do planejamento faz parte desde a cobertura de radares meteorológicos em todo o território catarinense, atuação em conjunto com o poder público até a aplicação de planos familiares em cada residência. Entretanto, segundo o secretário adjunto da Defesa Civil Estadual, Fabiano de Souza, a iniciativa somente terá sucesso se houver a conscientização da população, que deve buscar se proteger dos fenômenos, inicialmente, por conta própria.

O ponta pé inicial será dado durante o II Seminário Regional de Proteção de Defesa Civil, que tem como tema: “A gente não pode mudar o passado, mas pode prevenir o futuro”, que será realizado nas vinte coordenadorias regionais do Estado, inclusive em Xanxerê no dia 2 de junho. Na oportunidade, além da exposição de como funciona o trabalho realizado pelo órgão, também será desenvolvido um planejamento com o poder público municipal para enfrentamento de eventos adversos e a apresentação da estrutura de um plano de prevenção familiar, um dos principais focos da Defesa Civil.

- Vamos trabalhar com multiplicadores desse processo, apresentar a estrutura, como integra isso no sistema e como o município pode começar a fomentar esses planos familiares. Vamos analisar também como o município pode se estruturar para fazer isso: via assistência social, programa de saúde da família, via Corpo de Bombeiros. O intuito é desenvolver uma estratégia para transformar isso em realidade aos poucos – explica Fabiano.

Instalação do Radar Meteorológico
A montagem do radar meteorológico em Chapecó, que vai fazer a cobertura dos eventos climáticos no Oeste e Extremo Oeste do Estado, já começou. De acordo com o secretário adjunto, após a finalização da estrutura ainda haverá um período de testes e calibração do equipamento, no qual já vão ser geradas imagens que vão ajudar no alerta. Efetivamente, a partir do segundo semestre de 2017, o radar já vai estar pronto para operação e geração de informação de forma mais qualificada.

- É bom frisar que a ferramenta tem um processo de amadurecimento, não vai ser em um primeiro momento que vai dizer o que vai acontecer aqui. O aprimoramento é constante, ao longo dos anos. Com o decorrer dos anos a gente vai ter cada vez mais sucesso na informação e na antecipação dos eventos climáticos. Com esse conjunto de radares no Estado nós vamos ter um grande sistema de alerta, mas não adianta ter o melhor sistema de alerta do mundo se a população não conseguir interpretar. Em lugar nenhum no mundo isso funciona – destaca.

Alertas por SMS
O argumento de Fabiano pode ser comprovado por meio da observação dos resultados do projeto piloto de alerta por SMS que está sendo testado em Santa Catarina. Conforme o secretário adjunto foi elencado vinte municípios, totalizando 504 mil pessoas, para a aplicação do teste. Destas, apenas 25 mil se cadastraram no sistema de alerta da Defesa Civil.

- Quase todo mundo tem celulares hoje em dia. Nesse universo da aplicação do projeto pode-se dizer que 80% das pessoas tem celular e uma minoria se cadastrou. Então eu pergunto: qual é o interesse da população em receber o alerta? Não tem como a Defesa Civil bater na porta e avisar. Eu levo o alerta até o cidadão por um aparelho na palma da mão dele, mas ele nem ao menos se cadastra para receber a informação – avalia.

Dessa forma, o que a Defesa Civil vem tentando fazer é conscientizar que as pessoas precisam se proteger e não somente lamentar quando os fenômenos climáticos acontecem e, então, sobrecarregar o poder público com pedidos de ajuda que não seriam necessários caso a prevenção tivesse sido feita.

- A população se interessa em receber uma telha depois que aconteceu e a ideia mostrar o que fazer para proteger o telhado para o vento não levar. É muito mais barato se prevenir. Mas aí tem aquela coisa de que as pessoas veem o tempo bom, com sol, e acham que não precisam fazer nada, que não precisam se preocupar, mas a prevenção deve ser agora enquanto o tempo está bom, e não subir no telhado para consertá-lo no meio do temporal e acabar até perdendo a vida por causa disso, como já aconteceram diversas situações – reforça.

Para o secretário adjunto, o Japão é um exemplo de como a prevenção por parte da população faz a diferença na hora das catástrofes.

- Quando ocorreu o tsunami no Japão, em 2011, o governo auxiliou a população 10% porque a preocupação dele é com as estruturas públicas e coletivas. 70% foi autoproteção, a própria população se protegeu e, 20%, foi proteção comunitária, daquele vizinho que já resolveu o seu problema e ajudou o outro. Os recursos pós-catástrofes devem ser direcionados para atender aquelas pessoas mais carentes, que não tem as devidas condições de se proteger ou se reerguerem – enfatiza.

Centro regional
A instalação de um centro regional da Defesa Civil em Xanxerê vai funcionar para aproximar ainda mais o Estado dos municípios da região. A infraestrutura para o recebimento da estrutura modular está pronta e, assim que o material foi descarregado, a previsão é de que montagem leve cerca de uma semana.

- A expectativa, caso não se tenha problema com chuva, com transporte e outros imprevistos, é de que a gente inaugure no dia 2 de junho, junto com o seminário. Mas isso é uma previsão, o seminário acontece independentemente disso. Caso não fique pronto, a inauguração será um pouco para frente. Mas os módulos devem chegar ao fim de maio e a estrutura toda deve estar pronta no início de junho, o que vai diminuir distâncias para que a atuação do Estado seja a mais a rápida possível – finaliza.


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