Rainha da Melhor Idade da ExpoFemi 2020: conheça a candidata Adiles - Notícias - Tudo Sobre Xanxerê
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Comunidade, Eventos, EXPO FEMI, Geral, Social - 21 Nov 2019 15:47

Rainha da Melhor Idade da ExpoFemi 2020: conheça a candidata Adiles

Por: Aline Tonello
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O concurso para a escolha da Rainha da Melhor Idade da ExpoFemi 2020 é uma novidade desta edição. A rainha e a princesa escolhidas também irão ajudar na divulgação da festa e do município durante a feira – que ocorre de 1º a 10 de maio - e nos dois anos que a sucedem, uma missão muito importante para a qual 12 mulheres se colocaram à disposição. A escolha ocorre no dia 23 de novembro e, até lá, o Tudo Sobre Xanxerê vai apresentar as candidatas. A última entrevistada é a dona Adiles Zatta Sobcsik, de 69 anos.

Dona Adiles é a última entrevistada e está empolgada com o concurso (Foto: Tudo Sobre Xanxerê)Dona Adiles é a última entrevistada e está empolgada com o concurso (Foto: Tudo Sobre Xanxerê)

Dona Adiles é a última entrevistada desta série de reportagens que contou um pouquinho sobre a vida de cada candidata à Rainha da Melhor Idade da ExpoFemi 2020. Isso porque, depois de se inscrever, ela havia desistido de concorrer. Mas com muito incentivo da organização e da família ela resolver voltar para a competição. Quem vê essa senhora de 69 anos sorrindo e dizendo que, agora, está empolgada, nem imagina as tantas situações difíceis que ela já teve que enfrentar na vida.

Natural de Putinga, no Rio Grande do Sul, ela veio para cá com três anos de idade junto com uma irmã e os pais. Se instalaram na Linha Pesqueiro e moraram em um paiol nos primeiros anos, “trabalhavam de dia para comer à noite”. Depois a situação melhorou um pouco, vieram os demais irmãos. Todos estudaram até os sete ou oito anos e depois trabalharam na roça até se casarem e virem morar na área urbana. Dona Adiles se casou aos vinte anos e se mudou para a cidade com o marido. Durante os vinte anos de casamento teve dois filhos e sempre trabalhou cuidando do bar da família.

- O primeiro bar foi perto de uma cooperativa, onde ficamos por uns seis anos. Depois nos mudamos para perto da Sadia e continuamos com o bar no porão de casa. Foi um período de muito sofrimento, trabalhei muito, meu marido tinha vício, jogava, eu tinha que levar a filha na escola, voltar correndo, fazer almoço para os caminhoneiros, era tudo uma correria – conta.

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Em 17 de julho de 1991 a primeira tragédia aconteceu: com muitas dívidas de jogo e com depressão, o esposo decidiu tirar a própria vida na madrugada mais fria do ano, segundo ela. Dona Adiles teve que buscar forças na fé para seguir em frente com os filhos, que eram adolescentes. Precisou pagar muitos cobradores e seguiu com o bar até que os filhos estivessem encaminhados na vida e ela pudesse abandonar o negócio.

- Ele amava nós mas ele entrou em depressão. Depois os caras que jogavam com ele vinham me cobrar, alguns tive que pagar, mas daí peguei um advogado. Nós sofremos muito. Tínhamos comprado material para fazer uma lanchonete e acabamos vendendo tudo isso. Era difícil cuidar do bar sozinha. Depois os filhos se encaminharam, estudaram, casaram. Eu sempre rezava para que os filhos não entrassem em vícios por causa de tudo isso e nunca me incomodei com eles – comenta.

(Fotos: Arquivo Pessoal)(Fotos: Arquivo Pessoal)

Nos últimos anos Dona Adiles tem morado sozinha no Bairro dos Esportes, inclusive sua residência foi uma das atingidas pelo tornado que passou por Xanxerê em abril de 2015. Além de causar prejuízos materiais, indiretamente o fenômeno natural levou um de seus irmãos, aquele que, segundo ela, era seu fiel confidente.

- Meu irmão tinha uma loja de material de construção e quando deu o tornado o pessoal ia na loja buscar material para consertar as casas. Muitos achavam que era a mesma coisa que pegar doação e nunca pagaram. Com isso, meu irmão entrou em depressão e, um ano depois do tornado, se suicidou na loja. Era meu irmão amado, eu nunca vou esquecer desse dia – se emociona ao relembrar.

Após essa segunda tragédia familiar, Dona Adiles novamente se apegou na fé para seguir em frente. Teve depressão por um período, mas a família e a patroa – da loja de joias na qual trabalha como atendente – não deixaram ela se abater a ponto de não querer mais viver. Hoje ela trabalha meio período, aproveita a companhia dos cinco netos, participa do grupo dos idosos, dança, joga baralho, faz massas e doces e tira um tempo para dar atenção ao namorado, com quem tem um relacionamento há um ano.

- Houve um tempo que eu não me gostava, não me olhava no espelho, minha filha sofreu comigo, sempre foi minha companheira. Hoje me arrumo, gosto de mim, falo do que passou. É claro que a gente sente ao relembrar, mas aconteceu. Agora é olhar para frente e seguir com fé em Deus – finaliza.


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