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Comunidade, Eventos, EXPO FEMI, Geral, Social - 08 Nov 2019 18:26

Rainha da Melhor Idade da ExpoFemi 2020: conheça a candidata Julieta

Por: Aline Tonello
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O concurso para a escolha da Rainha da Melhor Idade da ExpoFemi 2020 é uma novidade desta edição. A rainha e a princesa escolhidas também irão ajudar na divulgação da festa e do município durante a feira – que ocorre de 1º a 10 de maio - e nos dois anos que a sucedem, uma missão muito importante para a qual 12 mulheres se colocaram à disposição. A escolha ocorre no dia 23 de novembro e, até lá, o Tudo Sobre Xanxerê vai apresentar as candidatas. A oitava entrevistada é a dona Julieta Terezinha Dalle Laste Gatto, de 65 anos.

Dona Julieta se candidatou antes mesmo de contar para os filhos (Foto: Tudo Sobre Xanxerê)Dona Julieta se candidatou antes mesmo de contar para os filhos (Foto: Tudo Sobre Xanxerê)

Se dedicar ao artesanato foi como dona Julieta conseguiu o sustento para a família depois que o primeiro marido faleceu em um acidente de trânsito no Mato Grosso. Era 1991 e fazia dois anos que o casal e os três filhos tinham saído de Xanxerê e ido morar em Sorriso. Após a tragédia, a viúva retornou para o Oeste de Santa Catarina com uma criança e dois adolescentes e foi a união entre os quatro – e a fé – que tornou possível o recomeço. Agora, aos 65 anos, com os filhos adultos e a alegria dos netos, ela busca realizar sonhos antigos e faz trabalho voluntário para levar o conforto – que um dia ela precisou – a quem necessita de esperança.

É natural de Itá e se considera xanxerense porque veio para cá com a família quando tinha apenas três anos e só saiu por dois, depois que casou, período em que morou no MT. Conta que teve uma boa infância e que foi criada por pais justos e honestos, valores os quais ela manteve e fez questão de ensinar aos filhos, que foram seus alicerces no período de maior dificuldade.

- Quando meu primeiro marido faleceu eu voltei para Xanxerê com meus filhos. Como eu não tinha estudo e precisava cuidar da mais nova, que tinha quatro anos, eu aproveitei que eu costurava e fui fazer curso de artesanato. Fiz um curso de flores e me dediquei porque era a forma de ganhar o sustento. Hoje me sinto orgulhosa por ter superado a dificuldade, no sofrimento que parecia que tinha caído o chão, percebi que precisava e que tinha que lutar pelos filhos e superamos tudo – recorda.

Isso foi em 1992, mesmo ano que, por meio da participação na igreja, começou a realizar trabalho voluntário e, posteriormente, se tornou ministra. Até hoje faz visitas mensais a pessoas enfermas e em clínicas de hemodiálise, locais em que realiza orações e leva comunhão para quem compartilha da religião.
- O que eu vejo quando eu vou visitar essas pessoas é que posso fazer algo para elas, nem que seja levar uma palavra de fé, sempre respeitando todas as religiões. Quando meu primeiro esposo faleceu, eu senti falta da família e dos amigos, da ajuda naquele momento difícil, e então quis levar isso para as pessoas – conta.

Muitos anos depois, dona Julieta se casou novamente e, três anos mais tarde, o segundo marido também faleceu, o que fez com que perdesse a esperança em encontrar um companheiro. Então aproveita o máximo de tempo com os filhos e netos, participa do Centro de Convivência Conviver e realiza um grande sonho: estudar. Ela, que sempre quis ser professora, hoje cursa a Universidade da Melhor Idade de Xanxerê (Umix).

- Há muitos anos tudo era longe, os pais também tinham muito zelo com a gente, então eu não consegui estudar e ser professora. Depois isso ficou esquecido e só agora que eu consigo realizar o sonho de estudar. E como minha filha mais velha e minha nora são professoras, sempre digo que vejo o meu sonho realizado nelas – comenta.

(Fotos: Arquivo Pessoal)(Fotos: Arquivo Pessoal)

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Femi
Como faz arranjos com flores artesanais, dona Julieta já ajudou a decorar algumas edições da Festa Estadual do Milho e sempre teve paixão por fazer isso. Assim, quando a coordenadora do Centro de Convivência a convidou para se inscrever no concurso da Rainha da Melhor Idade da ExpoFemi 2020, ela não pensou duas vezes. Aliás, nem contou para os filhos.

- Quando a Guega convidou eu disse sim, nem pensei muito. Aceitei, me inscrevi, e nem tinha comunicado eles [filhos] e o filho viu pelas redes sociais e disse que estavam torcendo, foi muito rápido e não consegui contar antes deles descobrirem. O importante é participar, estar junto, divulgando a feira. Me sinto uma xanxerense, gosto da cidade, sempre fui muito bem acolhida aqui – finaliza.


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