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Comunidade, Polícia, Social - 13 Mai 2017 09:00

Resolução de homicídios pela Polícia Civil de Xanxerê chega a 100%

Por: Aline Tonello
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Resolução de homicídios pela Polícia Civil de Xanxerê chega a 100% (Foto: Arquivo/Tudo Sobre Xanxerê)

O índice de resolução de homicídios em Santa Catarina é maior que o de países desenvolvidos. Hoje, a solução dessa tipificação de crime no Estado chega a ser de 70%. Na regional de Xanxerê, o trabalho da Polícia Civil tem elucidado cerca de 90% desses crimes e, os que ocorreram no município, já foram todos esclarecidos e os responsáveis encaminhados à Justiça.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) e Polícia Civil de Santa Catarina. Enquanto a Organização Mundial da Saúde apresentou o Brasil com a 11ª maior taxa de homicídios do Mundo no ano passado, Santa Catarina continua sendo uma exceção. Conforme Mapa da Violência divulgado em 2016, Santa Catarina havia registrado 7.5 mortes a cada 100 mil habitantes – número que se torna uma exceção no próprio país, onde a média é de 32,4 assassinatos por 100 mil habitantes. O índice de normalidade configurado na ONU é de 10 a cada 100 mil.

A menor taxa de homicídio entre as grandes cidades de Santa Catarina é Jaraguá do Sul: 1.2 a cada 100 mil habitantes. Joinville, que é a cidade mais numerosa do Estado, tem uma taxa de 7.7 por 100 mil habitantes. Tudo abaixo da média nacional. Atualmente, inclusive, nenhuma das médias por regiões de Santa Catarina ultrapassam a mundial: 8.9 na Grande Florianópolis, 5.3 no Norte, 4.3 no Oeste, 4.2 no Vale, 3.1 no Planalto e 3.0 no Sul do Estado.

Além disso, neste ano, 203 municípios registraram taxa zero de homicídios, de acordo com relatório organizado pela Gerência de Estatística e Análise Criminal da SSP. Já em Xanxerê, foram registrados três homicídios e cinco tentativas em 2016 e, um homicídio e outras cinco tentativas em 2017.

- Nós temos conseguido um índice de resolutividade muito bom, o do Estado já é bom, na nossa região chega a 90% de esclarecimento e, em Xanxerê, é de 100%. O número de homicídios e de tentativas de homicídios não é expressivo, mas temos tido êxito no esclarecimento das autorias. Os autores estão presos nos casos mais graves e os outros procedimentos já foram concluídos e as pessoas já estão respondendo pelos fatos – afirma o delegado regional da Delegacia da Comarca de Xanxerê, Albino de Souza Araújo.


Trabalho da Polícia Civil
Ele explica que a divisão da responsabilidade para a solução dos delitos conforme o potencial ofensivo é o que facilita para que crimes hediondos tenham total atenção quando ocorrem. Conforme o delegado, os crimes de menor potencial ofensivo são apurados através de termos circunstanciados pela delegacia da comarca em um cartório específico. Os de médio potencial são responsabilidade da comarca e, quando envolvem violência e/ou danos a mulheres, crianças, adolescente e idosos, são encaminhados para a DPCAMI. E, os crimes de maior potencial ofensivo como homicídios, tentativas de homicídio, roubos, extorsões e estupros, são de responsabilidade da Divisão de Investigação Criminal (DIC).

- Temos uma estrutura toda montada e temos dado prioridade à resolução desses delitos contra a vida que geram mais clamor público e mais sensação de insegurança na sociedade. A nossa região tem uma peculiaridade nos crimes contra a vida, onde eles sempre têm causa e, na maioria das vezes, acontece por causa de desentendimentos entre as pessoas. Nos grandes centros, onde se mata por banalidades, no momento do roubo ou por drogas, por exemplo. Aqui os homicídios têm uma causa e isso, de certa forma, facilita investigar a autoria, porque a gente começa investigando geralmente estudando a vítima e o autor, e encontra a desavença. Mesmo assim, não é fácil, por isso temos nossa divisão que tem atividade exclusiva nisso quando ocorrem homicídios e tentativas – explica Albino.


Perfil e combate
Segundo os dados divulgados pela SSP, a maior motivação dos homicídios em SC segue sendo tráfico de drogas – até agora, em 2017, eles representam 22,6%. Quanto à vítima, 90,5% são homens e as idades mais atingidas são de 18-24 e 35-59 anos; quanto ao autor, isso se repete: a maioria dos criminosos também são homens (94,5%) e têm idades entre 18-24 e 35-59 anos. Em 70% dos casos tanto autores quanto vítimas de homicídios possuem passagens policiais.

- Nós temos o nosso lema que é o trabalho planejado, coeso e contínuo, porque a segurança pública tem que ser de uma forma contínua, não adianta revolucionar em um mês e depois deixar de lado. Esse acompanhamento é o que dá mais resultado. Nossa orientação para os nossos delegados da regional é de que não deixem as coisas ficarem grandes só para, lá frente, fazer uma megaoperação porque, às vezes, essa demora na atuação da polícia faz com que o crime crie raízes que depois ficam difíceis de erradicar. Quando se trata de crime organizado, a legislação permite que se retarde a ação para se chegar às lideranças, mas isso não é nosso caso aqui – esclarece o delegado regional.

No ano passado, após a formatura de uma turma de policias civis em Santa Catarina, a regional de Xanxerê recebeu dez agentes e dois delegados. O incremento no efetivo possibilita que a Polícia Civil de Xanxerê realize o trabalho com mais agilidade.

- Recentemente tivemos um acréscimo razoável de novos policiais civis e isso também vem facilitar o nosso trabalho e esperamos que, em virtude disso, a gente possa concluir os procedimentos mais rápido, afim de que o Ministério Público possa representar pelas medidas cautelatórias que entende pertinente – finaliza Albino.


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