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Comunidade, Meio Ambiente - 08 Nov 2017 14:22

Sincovar tratará sobre adequações à lei de coleta do óleo de cozinha

Por: Alessandra Villani
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Sincovar tratará sobre adequações à lei de coleta do óleo de cozinha (Foto: Cristiane Aline)

O deputado estadual Ismael dos Santos, elaborou um projeto de lei ainda no ano de 2008 que determina que as lojas, supermercados e estabelecimentos que vendem mais de 500 litros de óleo de cozinha por mês deverão disponibilizar postos de coleta do produto usado para posterior tratamento e reciclagem. Embora o projeto seja antigo, ele foi publicado no Diário Oficial na data de 22 de setembro e ainda é pouco comum entre empresas e supermercados de Xanxerê.

De acordo com Edson Marció, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Alto Irani SC (Sivagai) e o Sindicato do Comércio Varejista de Xanxerê (Sincovar),em entrevista ao Jornal Folha Regional, o assunto deverá entrar em pauta nesta quarta-feira (8) na reunião de diretoria do Sincovar. Entretanto, ele considera que é necessário um tempo para que os empresários possam se adequar a nova norma.  Para ele, a maioria dos empresários que se enquadra na exigência da Lei ainda não conseguiu por em prática a cobrança de oferecer ao público consumidor um local próprio para o recolhimento do óleo de cozinha e, posteriormente, o encaminhamento correto.

Marció reconhece que as políticas de preservação do meio ambiente são importantes e necessárias, mas reafirma que o Estado precisa dar um tempo de adequação, pois essa mudança deve gerar custos para o empresário.

- É uma nova norma, que deve gerar um custo e que mais tarde acaba recaindo para o consumidor. Essa é uma queixa empresarial recorrente sobre as cargas de custos.

O representante dos empresários relata que em Xanxerê faz parte da cultura local o reaproveitamento desse material para fazer sabão, por exemplo.

- Tivemos uma experiência há alguns anos aqui no meu mercado que mostrou que as pessoas já têm por hábito reaproveitar o óleo. Em 2012 solicitei aos meus funcionários que trouxessem de suas casas o óleo usado para darmos o destino correto e houve baixa adesão. Questionei os motivos e a resposta foi que eles costumavam utilizar o óleo para fazer o próprio sabão ou para doar para alguém que costumava fazer – comenta.

Dentro das normas
Um dos estabelecimentos da cidade que cumpre a exigência há cinco anos é o Supermercado Maximo, que vende cerca de 2mil litros por mês do produto. A iniciativa surgiu ainda em 2012 através do projeto “Viva Bem”, que visa ações voltadas à sustentabilidade, redução de consumo, reciclagem e preservação do meio ambiente. Além da coleta do óleo de cozinha usado, a empresa tem um recipiente para descarte de pilhas e baterias, valoriza o incentivo à redução de sacolas plásticas e em todos os caixas há um espaço para depósito de embalagens recicláveis caso o consumidor não queira levar para casa.

Segundo a gerente de Caixa do Supermercado Maximo, Elenice Fiorini, o material pode ser armazenado em casa em garrafas pets e depois entregue no ponto de coleta. O mercado passa o conteúdo para tonéis, que são recolhidos uma vez na semana, sem custo, pela empresa Cordeiro, que reutiliza o material.

O descarte inadequado de óleos de cozinha acarreta impactos ambientais, sendo os principais relacionados à poluição de cursos de rios e ao entupimento de redes de esgoto. O não cumprimento da nova regra poderá acarretar em multa de R$500,00 e, em caso de reincidência, ser cobrada em dobro. 

Jornal Folha Regional

Casarão

 


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