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Xanxerenses pelo Mundo - 21 Fev 2015 08:00

Sonho realizado: xanxerense conta experiência de 20 dias pela Europa

Por: Leticia Faria
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Sonho realizado: xanxerense conta experiência de 20 dias pela Europa Aline saiu do Brasil no dia 4 de dezembro e, e retornou antes do Natal. Ela relata a experiência com muita alegria (Foto: Arquivo Pessoal)

Aline Tonello realizou sonhos no ano passado. Formou-se em jornalismo e, ainda, foi viajar para fora do Brasil, treinar seu inglês, conhecer novas pessoas, novas culturas e ter experiências de vida. A viagem para a Europa durou menos de 20 dias, mas tempo necessário para ela sentir o “gostinho do novo, do diferente” e, por isso, ela garante que “vale a pena sim!”. Ela é uma “xanxerense pelo mundo” que contou ao TUDOSOBREXANXERE.com.br como foi sua viagem de intercâmbio e suas vivências.

Ela foi com um grupo de seis pessoas, da escola de inglês onde estuda em Xanxerê. Ainda com eles, estiveram três estudantes de São Gabriel (RS) e um de Florianópolis.  Aline salienta que suas impressões e opiniões, de tudo que vivenciou e relatada aqui, são particulares.


Confira o relato de Aline, em sua primeira viagem a Europa
TUDOSOBREXANXERE.com.br - Qual seu destino, para fora do Brasil, no fim de 2014?
Aline Tonello -
Ficamos em Paris por três dias e visitamos o Palácio de Versalhes, em Versalhes, nesse tempo também. Depois fomos para Dublin, na Irlanda, onde ficamos hospedados e onde também fizemos o curso de inglês na International House. Durante esse período visitamos várias cidades e pontos turísticos do Sul e do Norte da Irlanda. Também visitamos Belfast, a capital da Irlanda do Norte, que é outro país. A Irlanda do Norte, inclusive, é um dos principais países que sedia os sets de gravação da série “Game of Thrones”.Até passamos e fotografamos, de longe, um dos castelos utilizados na série. Porém, não tivemos sorte porque esse ano as gravações começaram mais cedo e foram encerradas poucos dias antes de irmos para o Norte.

TSX - Quanto tempo esteve fora?
Aline -
Embarcamos em Porto Alegre no dia 4 de dezembro com destino a São Paulo e depois a Paris. Chegamos em Paris no dia 5 de dezembro, passamos três dias conhecendo a cidade e principais pontos turísticos e depois pegamos o voo para a Irlanda, onde desembarcamos no dia 8. Ficamos lá até o dia 21, quando embarcamos de volta para o Brasil, para casa.


TSX - O que mais te marcou nessa viagem, como turista e como jornalista, que tende a observar mais tudo a sua volta?
Aline -
A viagem toda foi incrível. É muito interessante as trocas culturais que tivemos durante essas duas semanas em ambos os países, mas principalmente na Irlanda, onde foi possível conviver e conversar mais com estudantes das mais variadas partes do mundo. Como jornalista é impossível não observar o quanto o Brasil é visto de forma negativa por lá e como isso é triste. A máxima de ‘praia, carnaval e futebol’ impera entre os gringos, assim como a questão da pobreza, da corrupção e da violência no nosso país. Certo dia, uma nota num jornal irlandês dizia que um ladrão roubou uma árvore de natal de um prédio em Brasília e o fato virou a piada da classe naquela manhã, o que me deixou muito chateada e envergonhada.

Algumas pessoas chegaram a nos tratar mal ao descobrirem que éramos brasileiros, o que aconteceu principalmente em Paris. E a frase “Oh! Brazilians…” dita em tom de “Só podia ser brasileiro mesmo!” era muito ouvida por lá. Mas isso não estragou em nada a viagem, não. Serviu, sim, para conhecer novas pessoas e novas culturas e isso é muito enriquecedor como experiência para todos que estavam no nosso grupo. Abre a mente para uma série de vivências e conhecimentos novos, o que é o mais importante. Uma pena que só tivemos duas semanas para conhecer tantas coisas. O que passo aqui é a minha impressão de alguns dias em Paris e duas semanas na Irlanda. Não falo pelo grupo.

TSX - Você orienta as pessoas a fazer a mesma coisa? Vale a pena, apesar de poucos dias?
Aline -
Sim, sim e sim! Viajar é incrível! Ir para o lugar que você sempre quis e em ótima companhia é muito bom! Mesmo que seja por pouco tempo, que só dê para se ter um gostinho do novo, do diferente, vale a pena sim! Porém, se você é aventureiro e gosta de se desafiar, aconselho que planeje uma viagem maior, com tempo de estadia mais longo no exterior. Por exemplo, quem está na Irlanda pode conhecer muito da Europa, então vale investir mais e conhecer o máximo que puder.


TSX - Nas viagens pelos países, o que te fez lembrar de casa, de Xanxerê?
Aline -
Além dos amigos e familiares que conversavam comigo com frequência, me lembrava quando precisava falar sobre a minha cidade natal, a família, os amigos, os costumes, a cultura do lugar de onde a gente veio. E, é incrível como eles ficam decepcionados pelo fato de você não morar perto da praia.

TSX - Deu vontade de voltar para o Brasil?
Aline -
Não! Nenhum pouco! Sempre tive vontade de viajar para outros países, conhecer pessoas e culturas, falar inglês, morar fora. Antes de viajar tive medo de que talvez não fosse tudo aquilo que eu esperava e foi melhor do que eu poderia imaginar. Foi simplesmente incrível. Dublin foi incrível. Galera jovem, alegre, cheia de energia. Fizemos muitas amizades por lá. Não queria ter voltado, não. Ainda sofro de depressão pós-viagem-incrível-dos-sonhos! HAHAHAHA. Se eu tiver a oportunidade, com certeza volto para ficar mais tempo em Dublin e aproveito para conhecer mais a Europa.

TSX - Como você analisa a experiência em relação à língua, foi difícil?
Aline -
O difícil era você entender as pessoas que são nativas de lá. Os professores eramsó questão de se condicionar a ouvi-los e todos eram muito didáticos, falavam mais devagar para que todos os alunos, de diversas nacionalidades, pudessem os compreender. Afinal, a língua comum era o inglês e não havia outra forma de se comunicar com os colegas, a não ser que você falasse árabe, italiano ou coreano, por exemplo. No geral, quem era estudante não era difícil de compreender porque todo mundo fala inglês com sotaque e mais lento e então fica mais fácil. E, para falar inglês, no início, você trava porque quer responder logo e não pensar muito. No começo acaba cometendo erros de gramática extremamente simples e ridículos e assim que percebe pensa: “Nossa, eu disse isso mesmo? Foi a primeira coisa que aprendi no curso!” Mas depois de uns dias você começa a se condicionar a pensar e a falar inglês com mais naturalidade e vai embora, sem estresse. Se errar, não tem problema. Ninguém sabe tudo não e você está lá para aprender. Tem muita gente disposta a te corrigir e te ajudar a falar certo. Como Dublin recebe muitos estrangeiros, pude perceber que muitas pessoas já estão acostumadas e não se importam com essas gafes de linguagem.


TSX - Você faz curso de inglês há quanto tempo?
Aline -
Já curso inglês há três anos, estou entrando no quarto ano de curso agora.


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