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Comunidade, Opinião, Política, Social - 28 Abr 2017 15:35

Trabalhadores de Xanxerê se mobilizam contra reformas do Governo Federal

Por: Aline Tonello
Visualizações: 1743
Trabalhadores de Xanxerê se mobilizam contra reformas do Governo Federal (Fotos: Alessandra Villani/Tudo Sobre Xanxerê)

Nesta sexta-feira (28), cidadãos de todo o Brasil saíram às ruas para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária, projetos que estão em discussão no Congresso Nacional. Em Xanxerê não foi diferente. Com cartazes, faixas e carro de som, trabalhadores se reuniram na Praça Tiradentes no início da tarde e se juntaram à mobilização.

A equipe do TUDOSOBREXANXERÊ.com.br esteve acompanhando a mobilização no município e conversou com autoridades, líderes sindicais e trabalhadores que aderiram ao protesto. Confira abaixo as entrevistas.

Laurindo Heimburg, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Empregados Rurais de Xanxerê e Região (Sinterxar)

- Não gostaríamos de estar aqui dessa forma mas, infelizmente, pela prática dos nossos governantes, estamos aqui em defesa da classe trabalhadora, de seus direitos que estão sempre sendo corroídos com essas reformas tanto trabalhistas como previdenciária e terceirização. Então, sinceramente não gostaríamos de estar aqui fazendo esses manifestos, mas é a realidade que estamos vivendo hoje pela prática dos nossos representantes. É um alerta para os nossos trabalhadores de que voto não tem preço, mas tem consequência. Com essa reforma vai prejudicar o movimento sindical.

Diones Toigo, Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal


- É de fundamental importância estar aqui hoje porque a reforma da previdência vai mudar a vida dos servidores públicos. Com a nova proposta, o servidor público vai passar a se aposentar mais tarde do que hoje, principalmente a mulher, que terá que se aposentar com 62 anos que é quase a mesma idade do homem, que é 65 anos. Então a mulher tem o direito porque tem uma dupla jornada de trabalho, porque trabalha na escola e a noite ainda tem sua família, então é de fundamental que todos os servidores se unam, porque essas mudanças vão afetar toda a sociedade. Somos contrários à reforma trabalhista que já foi aprovada na Câmara dos Deputados, e contra a reforma da previdência.

Jean Carlos Lemos, coordenador regional do Sinte

- Todos os professores estão mobilizados porque a gente está dando voz à nossa contrariedade à reforma da previdência. A gente sabe que tem os deputados que votaram essas questões e a gente quer mostrar para eles que somos contra porque, no caso da professora, terá que trabalhar 15 anos a mais e, o professor, 10 anos a mais, e ainda trabalhar mais ainda se quiser pegar a sua total aposentadoria. Apesar de o nosso sistema ser outro previdenciário, que é o Iprev, mas vai se adequar ao regime geral da União, e o Estado não vai escapar de fazer essa reforma também. A gente é contra é reforma na sua totalidade.

Adriano De Martini, presidente da Câmara de Vereadores de Xanxerê

- Nós entendemos que, enquanto representantes da comunidade xanxerense, precisamos estar mobilizados e juntos nessa luta. Já aprovamos moção de repúdio à reforma da previdência, a todo esse retrocesso que está acontecendo. Já realizamos audiência pública na Câmara fazendo uma carta do povo de Xanxerê em repúdio ao que está acontecendo. Por isso que hoje estamos aqui junto com os movimentos sociais, sindicatos e comunidade xanxerense, para lutar e também trazer um debate de indignação quanto à terceirização que já foi sancionada, à reforma trabalhista e também à reforma da previdência. Queremos que, com esse gesto da greve geral, que possa sensibilizar os nossos governantes, especialmente agora os senadores, que vão receber a reforma trabalhista. Precisamos que as pessoas cobrem de seus senadores para que votem contrários, porque significa um retrocesso histórico de mais de cem anos de luta.

Odir José da Silva, presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio de Xanxerê

- Hoje todos os movimentos sindicais estão mobilizados em função das medidas que o Governo Temer e os deputados golpistas da nossa região e do Brasil fizeram contra a classe trabalhadora. Hoje a gente está numa disputa de direitos: esses dias votaram a terceirização, teve a PEC 55, essa semana teve a votação da reforma trabalhista e tem a reforma da previdência. Nós viemos convocando os trabalhadores para vir para a rua hoje, para vir para o manifesto, porque não é porque ele está no trabalho hoje que ele vai manter seu trabalho amanhã. Com certeza, com essa reforma trabalhista vai aumentar ainda mais o número de desempregados no Brasil.

Mario Antonio Harres Filho, presidente UNA LGBT de Xanxerê


- A gente tem que entender o momento, tem que se entender enquanto classe e nós somos trabalhadores, filhos de trabalhadores e netos de trabalhadores, essa é a primeira etapa. A segunda etapa é se entender como LGBT, como lésbica, gay, transexual, bissexual, travesti. Entender que somos uma classe explorada dentro de outra classe explorada. Porque se os direitos daqueles trabalhadores que são heterossexuais estão ameaçados, imagina nós LGBTs que estamos desempregados, que estamos em subempregos ou empregos informais? Então é isso que a gente vem pautar: nós somos LGBTs mas somos cidadãos e trabalhadores, então a gente tem que unir a pauta, unificar com outros movimentos sociais porque, quando o golpe foi dado, o golpe do martelo mais forte foi nas minorias, são sempre as minorias em tempo de crise, de esgotamento ético e político, que sofrem.

César Valduga, deputado estadual do PCdoB


- Nós temos muito que nos revoltar, temos que nos indignar com essa mão pesada do Governo Federal e seus aliados no desmonte dos direitos da classe trabalhadora do Brasil. Esse sequestro que está havendo com o povo brasileiro na retirada dos direitos, das reformas que estão acontecendo no país e essa quadrilha que está em Brasília para tirar os direitos daqueles que tanto pelearam, que tanto lutaram, que é o caso dos trabalhadores. Querem fazer uma reforma, mas porque não fazer uma reforma tributária, uma reforma para cobrar os sonegadores da previdência social? Temos que repudiar, precisamos nos indignar e nos manifestar com relação a questão da retirada dos direitos dos trabalhadores do nosso país.

Erivelto Cechett, professor de Educação Física da rede municipal


- Estou aqui por causa desses absurdos que esse Governo está fazendo com nossos trabalhadores. Nós vamos trabalhar a vida toda, vamos morrer trabalhando e não vamos poder nos aposentar. Essa reforma trabalhista também vai prejudicar todos nós trabalhadores. Chegou ao absurdo de um prefeito em Santa Catarina já colocar em pregão público a vaga de professor de Educação Física no menor preço e isso é o resultado da terceirização que o Governo impôs. Então é por isso que a gente está parando e, se for preciso, vamos parar novamente.

Rogério Clemente Possamai, servidor concursado dos Correios

- Nós tivemos uma assembleia essa semana do sindicato estadual que deflagrou greve juntamente com mais 35 entidades no país, e hoje é por uma mobilização nacional contra todos esses ataques que o Governo tá fazendo contra o trabalhador. Nós gostaríamos que as pessoas também apoiassem nosso movimento, pois estamos passando por muitos problemas, estamos sobrecarregados de trabalho, estamos ficando doentes porque não estamos em condições de dar conta do sistema de entrega alternado que tem sobrecarga de trabalho e não contrata mais funcionários.

Terezinha Lamonato Kohl, agricultora familiar

- Nós, da agricultura familiar, temos uma luta muito grande para a gente conseguir os nossos direitos e agora, depois de 30 anos que conseguimos, o Governo quer tirar tudo e piorar. Então eu, que estou com 51 anos, já está difícil de trabalhar na roça e eles querem aumentar a idade para se aposentar, então a gente quer lutar para não perder nenhum direito. Todo mundo está descontente com isso, não tem condições e a reforma não deveria tirar o direito de quem tem um salário mínimo, tem que tirar a aposentaria dos grandes.

Neodir José Lemos, educador social


- Acredito que as reformas trabalhista e previdência não vão beneficiar o trabalhador. É importante essa mobilização, bastante organizada e tem que protestar e se manifestar pacificamente.

Com colaboração de Alessandra Villani e Carol Debiasi

Veja registros da mobilização:


 

 


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