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Comunidade, Cultura - 04 Mai 2017 16:34

Transtornos mentais serão apresentados em monólogo no teatro

Por: Alessandra Villani
Visualizações: 242
Transtornos mentais serão apresentados em monólogo no teatro (Foto: Divulgação)

A Cia de Teatro Vida apresenta nesta sexta-feira (5), às 20h no auditório do colégio Costa e Silva o espetáculo “Tô Vivo”. O monólogo estrelado pela atriz Maria Idê Vida é dividido em três atos que tratam de transtornos mentais diferentes, sendo eles bipolaridade, hipocondria e esquizofrenia.

Maria, que além de atriz é também escritora, relata que escreveu a peça por conta da necessidade de acabar com o preconceito e a discriminação muitas vezes sofridos pelas pessoas que apresentam patologias de transtornos mentais. A obra é baseada em fatos que Maria acompanhou de perto como enfermeira psiquiátrica.

- Eu queria escrever algo sobre transtorno da mente. Eu sou enfermeira psiquiátrica e acabei indo trabalhar em um Caps, para conhecer, ver essa realidade, conhecer sobre a vida das pessoas. Quando cheguei, comecei a fazer as observações e um dia eu pensei em escrever algo para mexer com a mente das pessoas e mostrar essa realidade, porque eu uso a arte para promover mudanças. Eu escolhi três pessoas que tinham acesso ao Caps, fiz um estudo detalhado dessas pessoas com essas patologias e escrevi a peça para levar essas histórias ao palco, porque eu cheguei a conclusão de que as pessoas tem medo do que elas não conhecem. Muitas vezes as pessoas que tem transtornos mentais são discriminadas na sociedade, porque as pessoas não conhecem. As pessoas veem essas doenças nas outras, mas não imaginam que um parente pode ter a doença, ou que ela mesma pode ter a doença – explica.

Os ingressos serão comercializados na portaria do auditório, antes do espetáculo. Os valores são R$ 50,00 (inteira). Idoso, estudantes e doadores de sangue pagam R$ 25,00. A sinopse da peça conta a história das personagens, que são três mulheres de idades, classes sociais e funções diferentes.

Sinopse
Há quem imagine que o sofrimento psíquico está longe de ocorrer com alguém do seu convívio familiar e social. Até que um dia sem pedir licença ele bate em sua porta, e você foi pego despreparado para recebê-lo. O que era desconhecido se apresenta de forma estarrecedora e passa a fazer parte da comédia de sua existência na vida real.

TÔ VIVO - O espetáculo nos mostra que independente do sexo, cor, nacionalidade e classe social a que pertencemos estamos susceptível a ter algum sofrimento psíquico. No 1º ato da peça Mariá, uma moça de boa aparência, aparentemente saudável tem o transtorno bipolar. Ela deixa nítida a fragilidade da mente humana e o que somos capazes de fazer quando temos esse transtorno. Com a sua auto-estima elevada ela canta,dança,faz coisas inacreditáveis como se ela pudesse ser a dona do mundo.Seu humor contagia a todos.com a libido elevada se oferece sem medir conseqüências dos seus atos.Quando passa a fase de euforia, vem de forma plangente o rebaixamento do humor ela deixa transparecer de forma comovente o seu sofrimento.Chora,sofre,o mundo em sua volta pode desabar que pouco lhe importa; é ela e seu mundo escuro.O espelho,a luz, o barulho lhe incomoda sofre muito com o pensamento derrotista. Não tem força pra reagir e comete suicídio.

No 2º ato, Jade que é uma mulher altamente elegante e faz parte da alta sociedade teve um episódio que marcou sua vida: A separação do marido. Sente-se frágil ao ponto de perder a paz, acha que está a beira da morte, gasta uma fortuna com especialistas, sente dores em todo corpo, ingere medicamentos sem controle,não pode ouvir falar o nome de uma doença para logo pensar que aquela é a sua.A vida social pra ela chegou ao fim.Sua companhia é a solidão. Pra ela sua doença nenhum especialista descobre; Na verdade todos sabem que sua doença é psicológica mas ela não aceita essa realidade.

No 3º ato, Adélia é uma artista plástica que sofre com sua esquizofrenia e surta. Ela mostra essa doença de uma forma real, onde a maioria das pessoas não tem noção do que seja. Tem mania de juntar lixo na rua, se desequilibra com várias formas de alucinações que pra ela é o normal. Alem disso é suficientemente inteligente ao ponto de pintar seus quadros com expressões riquíssimas em detalhes mostrando a arte de uma forma realista e imaginável.


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