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Opinião - 25 Jul 2017 15:21

Uma vida sem limites…

Por: Alessandra Villani
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Após falarmos sobre “Uma vida sem afeto” importante também falarmos sobre os limites, compreendendo que dar limite não é oposto de dar afeto, mas sim é o complemento para a construção de um desenvolvimento emocional saudável.

Até meados do século XX, era comum que a criança necessitasse sempre se submeter ao adulto, por meio de uma educação autoritária. Com o avanço científico, começou a se perceber a infância como uma fase importante do desenvolvimento e que os filhos necessitam de alguns cuidados especiais. Neste contexto foi se percebendo que a educação autoritária necessitava ser revista. O que gerou confusões acerca da maneira de como dosar o limite.

Neste cenário muitos pais se tornam extremamente permissíveis. Porém, a criança precisa aprender a compreender o limite do outro e também dar limite ao outro. Se os pais não conseguem lidar com isso, a criança entende que pode tanto invadir o espaço do outro, quanto não conseguirá fazer com o que o outro não invada seu espaço. Ou seja, o limite, permite que saibamos enxergar o outro em suas necessidades. Que o mundo não está para nos servir e que nós também precisamos fazer algo pelo outro. O limite também é o que nos auxilia a lidar com as frustrações, por meio dele entendemos que não podemos ter tudo.

Quando não se dá limite, a criança ou o adolescente acredita que é onipotente, que pode tudo, inclusive se colocar em situações de risco. A falta de limite pode gerar uma culpa enorme, fazendo com que a pessoa faça cada vez mais transgressões, na esperança de que alguém lhe diga até onde pode ir. Neste caso a falta de limite leva ao desamparo.

Limite não consiste em práticas que configurem violência física e/ou psicológica a criança ou ao adolescente. Ademais, limite precisa ser pontual, dar limite é falar “não”, quando necessário. Ou seja, se a criança ou mesmo o adolescente está fazendo algo que não é perigoso, não faz mal a saúde, não está invadindo o espaço de ninguém etc. não se torna necessário o limite.

Dar limite é ter que suportar ficar temporariamente na posição de não ser amado, querido, admirado pelo filho, para que se possa sustentar o “não” dado. É também fundamental se permitir cometer erros neste processo, compreendo que nem sempre se acerta na educação dos filhos, visto que não há um manual para tal.

Danieli Cristina Bonetti Marció
Atendimento para Crianças, Adolescentes, Adultos e Idosos. (Psicoterapia de Orientação Psicanalítica)
Avaliação Psicológica
Edifício São Lucas. Rua Coronel Santos Marinho, 190, centro. Sala 304. Xanxerê-SC
Planos de Saúde: AGEMED – GEAP – FUPS – BRADESCO e MEDIASERVICE


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