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CORONAVÍRUS , Saúde - 22 Mai 2020 11:38

Xanxerê: prescrição da cloroquina fica a critério dos médicos

Sem comprovação de eficácia, Ministério da Saúde ampliou a possibilidade de uso do medicamento para todos os casos de Covid-19
Por: Francieli Corrêa
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Xanxerê: prescrição da cloroquina fica a critério dos médicos (Foto: Agência Brasil)

Nesta semana, o Ministério da Saúde incluiu a cloroquina, e seu derivado hidroxicloroquina, no protocolo de tratamento para pacientes com sintomas leves de Covid-19 (novo coronavírus). Até então o medicamente era autorizado pela pasta apenas para casos graves. A prescrição ficará sob a responsabilidade do médico e precisa ter a concordância do paciente, expressada através de assinatura de Termo de Ciência e Consentimento.

Na rede pública de Xanxerê, conforme explica a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Francis Mara Zago Pegoraro, os médicos que atendem pelo SUS também têm a possibilidade de receitar o medicamento, mas reforça que, como o próprio documento do Ministério da Saúde indica, fica a cargo de cada médico essa decisão. 

- Normalmente os pacientes graves estão indo para o hospital. Mas se por acaso qualquer médico, tanto do SUS quanto da rede particular, achar que deve utilizar [cloroquina], fica por conta deles – explica Francis Mara.

A liberação da cloroquina para tratamento da Covid-19 em todos os estágios da doença sempre foi defendida pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), sendo tema de discordância entre ele e os dois ministros que passaram pela pasta e acabaram saindo. A eficácia da droga - combinada ou não - no combate da doença respiratória ainda é objeto de estudo, sendo que algumas pesquisas já concluídas atestaram sua ineficácia.

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Falta do remédio nas farmácias
Logo que a cloroquina começou a ser divulgada como um possível remédio para a Covid-19, ocorreu um desabastecimento nas farmácias devido à grade procura. A droga, que é indicada para o tratamento de doenças como lúpus e artrite reumatoide, precisou ser enquadrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como medicamentos de controle especial para evitar o desabastecimento no mercado.

Mesmo assim, o medicamento ainda está escasso em muitos locais. Na Gerência Regional de Saúde de Xanxerê, o medicamento continua sendo liberado apenas para os casos graves de Covid-19, quando o paciente está no leito da UTI, conforme indicado por nota técnica do Estado, já que do Governo Federal ainda não enviou nenhuma nova orientação, conforme informou a farmácia da gerência.

Nas farmácias particulares da cidade a possibilidade de fornecimento do remédio varia, em alguns locais o estoque está normalizado e pelo menos uma tem pouco medicamento, mas disse que não há grande procura. Já outras relataram que não têm mais o medicamento e estão com dificuldade de consegui-lo nas distribuidoras. Todas as farmácias pesquisadas informaram que houve aumento na procura do remédio quando surgiu a informação de que ele poderia ser eficaz no tratamento da Covid-19, numas mais que em outras.


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