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Comunidade - 19 Set 2019 17:00

Xanxerense recebe homenagem na Alesc por produção de cachaça

A cerimônia em que Selito Bordin recebeu a homenagem ocorreu na última terça-feira (17)
Por: Francieli Corrêa
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Xanxerense recebe homenagem na Alesc por produção de cachaça (Fotos: Solon Soares/Agência AL)

A Assembleia Legislativa promoveu, na noite de terça-feira (17), uma sessão especial em homenagem à Associação Catarinense de Produtores de Cachaça e Aguardente de Qualidade (Acapacq) e aos associados à entidade. A sessão foi motivada pelos resultados obtidos pelos produtores de Santa Catarina nas edições de 2017, 2018 e 2019 da Expocachaça, o maior e mais importante evento mundial do setor, realizada anualmente em Belo Horizonte (MG). Dentre os homenageados, Selito Bordin, dono da marca Cachaça Refazenda, de Xanxerê.

Para o presidente da Acapacq, Leandro Batista de Melo Silveira, o reconhecimento pela Alesc é importante para um setor que, na visão dele, por muitos anos foi discriminado.

- A cachaça não tem importância só social, mas também cultural, econômica e de saúde pública. Aqui estamos homenageando os produtores honestos de cachaça, que se preocupam com as boas práticas de fabricação e respeitam aquilo que vai ao copo do consumidor - ressaltou Silveira.

Ainda segundo o presidente, as premiações catarinenses na Expocachaça representam oportunidades de crescimento para os produtores do Estado, principalmente para os que estão na informalidade. Também destacou que Santa Catarina tem apenas 26 produtores formalizados, contra cerca de 1,2 mil informais.

- Mostra também que as melhores cachaças do Brasil são as catarinenses. Quantidade industrial é São Paulo; em quantidade produzida artesanalmente, Minas Gerais. Mas em qualidade é Santa Catarina - garantiu.

Tributação
Em seu discurso feito em nome dos homenageados, o produtor Selito Bordin, de Xanxerê, lembrou o início da participação dos catarinenses na Expocachaça e a sensação causada pela boa qualidade do produto de Santa Catarina.

- Nós imaginávamos que poderíamos ter um reconhecimento, mas ficamos surpresos com o resultado – e os mineiros, assustados, porque têm o domínio do mercado da cachaça artesanal no Brasil - disse.

O produtor, no entanto, alertou para a necessidade de uma legislação tributária adequada, além de apoio em outros itens importantes para a produção. Para ele, há um grande número de produtores informais que não se registram porque não suportam a burocracia e a complexidade.

- Felizmente, a partir de 2018 pudemos voltar ao Simples, o que nos permite trabalhar com tributação pagável, razoável. Mas precisamos de apoio logístico, de visibilidade, de tributação que nós, artesanais de pequeno porte possamos suportar - afirmou.

Ele defendeu a fiscalização do Ministério da Agricultura, mas com menos burocracia.

- É importante sermos fiscalizados, porque isso nos faz aprimorar os processos, cuidar com zelo da produção; e sem esse zelo, essa qualidade não seria reconhecida. Precisamos que exista fiscalização, controle do ministério, mas precisamos desburocratizar os processos - finalizou.

Fonte Agência AL


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